quinta-feira, 5 de maio de 2011

A explicação: Futebol, só isso...

Parem as máquinas! Ninguém, absolutamente ninguém, nem mesmo o mais pessimista (alguns diriam otimista), apostaria nos resultados da noite de ontem, onde os quatro brasileiros, grandes favoritos ao título da Libertadores, foram eliminados, praticamente enxotados! E eu tinha que escrever sobre isso, pois muitos agora tentarão falar de bruxas, destino, mapas astrológicos. Muitos tentarão explicar aquilo que é inexplicável!

Mas para mim, o que aconteceu ontem foi o que mais é legal no futebol, a ilógica, o imponderável! Se há um motivo para o futebol ser o esporte mais amado no mundo é o fado de ele não ter nenhuma relação com a previsibilidade, de ele ser talvez o mais injusto do esportes, pois nem sempre quem joga melhor vence. E quando estamos em uma competição eliminatória, o famigerado mata-mata, a potencialidade de tudo sair daquilo que era esperado aumenta exponencialmente.

Sendo assim, eu não entendo porque as pessoas ainda se surpreendem tanto com o futebol. Pior! Tentarão explicar mil coisas sobre tudo que sair daquilo que for compreensível para suas caixolas. Eu prefiro apenas curtir tudo isso, pois para mim é isso que é a chave de tudo.

E fora as bolas foras, os falastrões. Imaginem, o Grêmio tinha uma missão dificílima, mesmo assim anunciavam de vento e poupa o Gre-Nal do século, o clássico gaúcho na Libertadores. O Cruzeiro, tido por muitos como o melhor time de 2011 no Brasil, simplesmente andou em campo esperando o árbitro apitar para começar a se preparar para pegar o Santos. Ontem mesmo, eu apontei esse placar. Ainda bem que coloquei um provavelmente na frase para não ficar feio! O Fluminense também andou em campo para esperar o tempo passar e deu no que deu, após a belíssima vitória que conseguiu no Engenhão, onde foi chamado de guerreiro e de que só joga quando é ameaçado.

Não é que o futebol não tem nada provável, mas o improvável é o que sempre está para acontecer. Os times brasileiros, teoricamente, eram superiores, mas futebol não é feito no papel e em campo é preciso se doar. Aliás, venho alertando isso e escrevi sobre isso no primeiro jogo do Santos contra o América. Sendo assim, é preciso ligar o alerta para não cometer os mesmos erros, nunca entrar no clima de já ganhou.

Agora os 4 times não mudaram simplesmente do dia para noite de grandes times em catados de pernas de pau. É que no futebol é assim mesmo.

A gente ainda acha que ele caminha para um dia ser algo mais próximo de uma ciência exata, mas para nossa sorte, coisas como essa de quarta acontecem. E vejam, na tarde de ontem mesmo, o Manchester meteu 4 a 1 no Shalke 04, comprovando todo o favoritismo que lhe era atribuído. O que vai se fazer? Futebol simplesmente acontece e não tem como prever.

E o Santos com isso?

Tirando a questão de jamais entrar no oba-oba, o Santos não ganha nada com isso que aconteceu. Aliás, se brincar até perde um pouco. Se o Cruzeiro tivesse se classificado, o Santos faria na semana que vem o jogo de ida na Vila, ou seja, sem ter que se desgastar com viagem. Agora tem viagem e jogo na altitude, bem entre as finais do Paulistão.

E não dá nem para dizer que pelo menos vamos ter a vantagem de jogar contra um time fácil, para quem não lembra, foi esse o time que eliminou o Santos da Libertadores de 2004 e, queiramos ou não, acabou de eliminar, fora de casa, o bom time do Cruzeiro. Então, não haverá moleza! (Ainda sim, devo confessar que eliminação de Cruzeiro me muito deixou feliz, pois comprovou minha tese sobre o Cuca. E mais, ontem o Cuca mostrou que é covarde, além de zicado, ao dar uma cotovelada em Rentería e ainda dizer que não fez nada.)

E fica a dica para Muricy, depois de se classificar com o Santos, fazendo um jogo dificílimo contra o América, ontem os 4 últimos algozes dele caíram na Libertadores, na seqüência: Inter, Grêmio, Fluminense e Cruzeiro. Os quatro bateram o técnico, quando este ainda estava no Morumbi. Sendo assim, podemos achar que agora vai, né Muricy?

Por fim

Queria só fazer rápido comentário sobre o que é o futebol também. Se a imprevisibilidade é tempero fundamental, a alegria nas comemorações de gol é indispensável. Ontem, Alecsandro marcou um gol pelo Vasco, contra o Atlético-PR, em plena Arena, e saiu comemorando fazendo uma careta tal qual fazia seu pai Lela, jogador do Coxa na década de 80. O centroavante do time da Colina tomou um amarelo por isso. Ou seja, comemorar já não pode mais! Triste caminho para o futebol. Por isso aplaudo a iniciativa da Nextel junto com o Neymar de promover o primeiro campeonato de comemorações, para premiarmos o bom humor e a alegria, dando um chega para lá nos ranzinzas e hipócritas.


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