sexta-feira, 19 de março de 2010

11.500 gols, mais de um Pelé de diferença para muito clube

Como é que eram as manchetes? Santos traumatizado? Precisa jogar bola? Como é que é aí? O legal foram os senhores colunistas sabe tudo, magos da bola, fazendo de conta que nem teve jogo do Peixe. Incrível! Eu só posso pensar que o Juca está certo, há uma grande inveja que corrói muita gente quando o assunto é o futebol que o Santos vem jogando.

Não tem muito o que dizer sobre ontem. O Santos chegou, aqueceu durante a partida e, no melhor estilo do futebol que jogamos quando estamos nos divertindo, foi vira dois e acaba quatro. O Remo foi bravo e ameaçou bastante o Peixe, principalmente no início do jogo. Essa coisa de aquecer no campo foi séria, o ônibus da delegação alvinegra praiana pegou um baita trânsito por lá e o time chegou muito atrasado. Resultado: não deu tempo de se aquecer no vestiário. E como o time estava frio no início da partida, o Remo foi para cima. Mas a alegria do time do Pará durou muito pouco e logo o Santos impôs seu futebol em campo com show de passes e dribles.

4 a 0 com folga e eliminou o jogo da volta, o que é muito importante, pois é um descanso para o time. Mas duas coisas marcaram em especial esse confronto: primeiro a comemoração do primeiro gol do Neymar, todos começaram a dançar e depois pararam. Estátua! Foi assim mesmo que definiu o jovem craque do Peixe a comemoração. E desabafou dizendo que se não pode dançar, vão ficar de estátua. Tanto a comemoração quanto a declaração mostraram muita maturidade do Neymar.Tudo o que falaram aí de que ele iria sentir a expulsão, que ele tinha que se colocar no lugar dele e mais um monte groselha foi tudo para o vinagre. Ele sabe muito bem onde errou naquele jogo, mas também sabe muito bem onde acertou e não vai permitir que essas baboseiras encubram o bom futebol que ele vem apresentando.

Em segundo lugar, é preciso falar do time com mais gols no mundo. Ontem, nosso querido Neymar fez o gol de número 11.500 da história do Peixe, foi o quarto gol, o gol de pênalti. Veja bem, o time já tem 51 um gols na temporada, média de 3 por partida e a continuar assim, nossa senhora, pode passar dos 150, 180 na temporada. Esse é um time com vocação ao ataque, tradicionalmente falando. O Santos chegou a marca dos 11.000 em 2005, dia 26 de outubro, em um jogo vencido pelo Peixe por 3 a 1 contra o Vasco. O gol histórico levou a assinatura do nosso glorioso Geílson. Mesmo com as temporadas fracas de 2008 e 2009, em menos de 5 anos, o Santos já fez 500 gols.

É um time com vocação para o ataque mesmo, pois joga sempre para frente e mostra respeito jogando bola e metendo gol. Muita gente usou, como exemplo de menosprezo do Santos, o jogo contra o Naviraiense, pois 10 a 0 é desrespeito ao adversário. E aí eu penso que é melhor ler e ouvir essas coisas do que ser surdo e cego, mas acho que mais para o fim da minha vida poderei mudar de opinião.

Mas é isso aí, futebol tem que ser para frente, jogado. Nada de toquinho só e administrar jogo depois que fez um placar desejado, que isso sim é desrespeito e, que me perdoem os amigos torcedores do time da Vila Sônia, foi isso que vi ontem no fim do jogo do São Paulo contra o Nacional falseta. Fizeram até olé para a torcida. Mas fazer o que? O Santos meter 10 é que é menosprezar. Vai entender...

E eu ainda li por aí que 3 a 0 na Libertadores é luxo. Realmente, penso que estão querendo mesmo acabar com o futebol brasileiro. Então, só para mostrar que o futebol pode ser mais vou inovar desta vez e não vou colocar aqui o vídeo da vitória do jogo que comentei (mas deixo o link aqui para quem quiser ver). Vou postar o vídeo do Peixe contra o San Jose, em 2008, ainda na primeira fase da Libertadores. O jogo foi 7 a 0 com direito a show de Molina, gol do Domingos e chuva de gols perdidos pelo Kléber Pereira. Fica aí uma aula de que quando o time é fraco o melhor que você pode fazer é gol. Esse é o melhor respeito que se pode ter pelo futebol, pelo adversário e pelo público.

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