terça-feira, 26 de maio de 2009

O Sol só aparece entre nuvens na baixada

Pois é, é assim que vejo as coisas lá na Vila. Tá difícil de abrir aquele céu azul mandando para longe todas as tempestades. Chega de turbulência, o ano que não quis passar passou e espero que não volte nunca mais.

A perda do título para o Corinthians foi sentida num primeiro momento. Olha, é difícil! O Santos poderia ter vencido tanto o primeiro quanto o segundo jogo, não deixo devendo para ninguém. O time de Parque São Jorge também mereceu o título, mas da forma que foi conquistada dá aparência que o time está voando e a verdade é que está longe disso, principalmente tendo um baita peso para levar. O último jogo no Pacaembu foi demais até sair o empate corinthiano. Até ali não tinha como não acreditar, o time do Santos voou para cima, ALL OFF! Mas não deu e depois do gol o time não conseguiu manter o fôlego.

Mas até que foi bom, pois nossos jogadores não correram o risco de acabarem queimados. Hehehehehe

O clima na Vila foi estranho pósfinal. Mas a vida precisava continuar e o trabalho de Mancini já mostrava bons frutos a serem colhidos. Em pouquíssimo tempo, ele deu padrão de jogo, deu cara de time ao nosso Glorioso Alvinegro Praiano. E a expectativa sobre o Brasileirão aumentou, como não poderia deixar de ser. E logo de cara pegamos uma de nossas pedras no sapato, o Grêmio e no Olímpico. Aliás, tem três times que o Santos não dá sorte: o tricolor gaúcho, o tricolor carioca e o Goiás. E essa foi a seqüência, quer dizer, invertendo o Goiás com o Flu, foram os três primeiros jogos do Peixe no Brasileirão.

A estréia foi ótima lá no Sul. O Santos encarou o Grêmio de igual para igual e criou muitas chances, claro que se desguarneceu também e permitiu que o Grêmio levasse muito perigo ao gol do Fábio Costa. Foi um jogão. Terminou 1 a 1 com dois golaços! O de empate do Santos foi uma pintura de Mad Molina. Aliás, eu não entendo a coisa de quererem tirar o cara da Vila, a torcida gosta muito dele e só falta darem mais oportunidade. É um baita meia e importantíssimo para compor o elenco, na falto do PH é substituto imediato e em alguns jogos pode jogar de titular.

Mas na seqüência pegamos nosso maior carrasco, o Goiás é algo indigesto para o Peixe. Cara, nunca vi o Santos ter tanto azar com um time como é com o Goiás, ô esmeraldino do inferno. Jogo na Vila, Pelé no camarote dele, o time voando, em pouquíssimo tempo já estava 2 a 0 pro Santos, fácil, fácil. Aí o Goiás fez um gol, só para constar mesmo, pois no início do segundo tempo o Santos fez o terceiro, parecia que ia dar goleada. Mas não foi assim. Tomamos dois gols besta por termos recuado demais e por perdemos um caminhão de gols feitos, principalmente e sobretudo com o Kleber Pereira. A torcida vaiou e brigou com quem não devia.

Acho que na Vila também temos, tal qual no Porco Itália, uma turma forte do amendoim. Chamar o Madson de corinthiano e cobrar dele mais empenho é burrice sem tamanho. O Madson é sem dúvida o jogador mais importante para o time hoje e está cheio de crédito. Espero que ele não fique chateado e entenda que o protesto contra ele foi de uma pequena turma de infelizes.

Depois, durante a semana que antecedia o jogo contra o Flu, o Santos perdeu o Filé. O grande fisioterapeuta alega ter se irritado com a notícia publicada pelo jornal Tribuna que ele fazia operações espirituais nos jogadores. Ele diz que isso partiu de dentro da diretoria e que ‘alguém’ não o queria mais por lá. Esse será um desfalque significativo, Filé é sem dúvida uma peça fundamental para que o CEPRAF seja o melhor centro de recuperação e prevenção de lesões do Brasil. É só lembrarmos o trabalho que ele desenvolveu com o Maikon Leite, pô, não tem o que falar.

Aí para fechar a semana começam a ventilar a saída do Fabiano Eller. Até aí vamos ver o que é que querem, né? Mas o que ofereceram foi uma piada de muito mau gosto: uma troca pura e simples de Elle por Wagner Diniz do São Paulo. Às vezes eu penso que o São Paulo se acha o mais espero do mundo. Vamos entender, eles queriam um baita zagueiro, canhoto, técnico, que é titular de nosso time, que é campeão da Libertadores e do Mundo e em troca eles dariam um lateral encostado na Vila Sônia e que ainda não desencanto, no máximo fez uma apresentação individual de destaque no caído Vasco da Gama.

O Santos queria o negócio, pois daria um alívio da folha salarial e resolveria o problema da lateral direita. Mas calma lá, resolveria o que cara pálida? Quem disse que o cara iria resolver? E com certeza o São Paulo se daria muito bem, já que está com problemas crônicos de lesões na zaga e deve perder o Rodrigo no meio do ano. Quer dizer, além de se desfalcar, o Santos ainda reforçaria um adversário direto. Só podem estar brincando, não é mesmo?

E nesse turbilhão de más notícias e problemas, o Santos foi ao Rio pegar o Flu. O Santos não vencia no Maraca há quase 6 anos. E logo no começo do jogo, mesmo com o Santos saindo bem para o jogo, o tricolor carioca marcou primeiro e eu pensei que o leite iria azedar mesmo. Mas eu confio no Santos, pois uma coisa é muito certa, tirando o jogo contra o Paulista, ainda na fase classificação do Paulista, depois que o Mancini assumiu, o Peixe sempre jogou bem, se apresentou bem, tem um problema sério ali para fazer os gols, mas ainda sim, sempre jogou muito, mas muito bem. E dessa vez os gols saíram para nossa alegria, até porque o time do técnico Parreira é ruim demais e o tal técnico é freguesão do Peixe. Jogou com nóis é trolha na certa.

Em exibição inspirada de todos, o Santos virou e goleou o Fluminense por 4 a 1. No início da semana, o caso Eller começa a ser contornado e a diretoria já ofereceu um contrato maior ao atleta. Outra notícia que, ao meu ver, é boa, é a saída do Bolicenho, diretor de futebol. Não sei, não gosta muito dele. Dizem que o relacionamento dele com Durante e Mancini não era bom também e me parece que ele encabeçava quem negociava a saída do Eller, uma vez que Mancini e Durante nem cogitavam tal hipótese.

Mas vamos ver se agora sai Sol lá pelos lado da Vila, que isso não seja só uma abertura entre as nuvens, que elas passem agora e que o Peixe reencontre de vez o caminho das redes e de uma boa administração. Ah... e boa administração não é voltar com o Capela para o lugar deixado por Bolicenho como estão ventilando por aí, viu, seu Marcelo?!

Como diria Tim, o Maia, sai chuva!

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