quinta-feira, 30 de abril de 2009

EU ACREDITO!!!




Meu coração é alvinegro
E bate forte por você
Santos, você é minha vida
Eu te amarei até morrer

Vai pra cima deles, Santos
Vai com determinação
Tu que és o glorioso
Visto seu manto com amor e emoção


Eles desacreditam


quarta-feira, 29 de abril de 2009

Fala, G10!

O texto é do Luiz Fernando Cardoso (Lancepress). Ele fez uma entrevista com o Messias, craque que liderou a inesquecível virada em 95 contra o Fluminense, que ainda acredita também que é possível virar mais uma vez.

Sei que não é hora, coisa e tal, mas o Santos tinha que contratar o Giovanni para o Paulistão que vem. Claro que não para ser titular nem, nada. Mas para que ele encerre sua carreira de forma digna. Ele merece e muito!

Fala, G10!
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Messias dá dicas para a virada do Peixe

Em 95, Giovanni comandou uma virada épica pelo Santos. Agora, ele aponta o caminho para o título.

Giovanni e o time do Santos de 1995 são um dos grandes exemplos que podem ser utilizados por Vagner Mancini para mostrar aos jogadores que reverter a vantagem corintiana não é impossível.

Naquele ano, comandado pelo meia, o Peixe conseguiu uma das viradas mais épicas de toda sua história. Após perder o primeiro jogo da semifinal do Brasileirão por 4 a 1 para o Fluminense, no Rio, conseguiu vencer o segundo duelo por 5 a 2 e foi para a final.

Ao LANCENET!, por telefone, Giovanni relembrou a virada e deu a receita para que a equipe santista repita a façanha de 1995.

Como foi a semifinal de 1995? Relembre um pouco para nós...

Havíamos perdido a primeira partida por 4 a 1, no Rio. Nossa equipe sempre acreditou que poderia reverter o placar no segundo jogo. Acho que esse foi o grande segredo. Nem por um momento achamos que poderíamos perder o jogo para o Fluminense.

Pela vantagem no primeiro jogo, é praticamente impossível dizer que vocês acreditavam 100% na conquista da vaga...

Verdade. Mas, como eu te disse, parecia que o jogo (derrota por 4 a 1) tinha terminado empatado ou que havíamos perdido apenas por um gol. Ninguém ficou triste ou cabisbaixo. Eu não sei por que também. O pessoal confiava. Sabíamos que tínhamos feito um bom campeonato e que não poderia terminar ali.

Como foi a semana que antecedeu o jogo da virada?

Foi uma semana normal, com todo mundo contente, brincando um com o outro. A gente sempre conversava e dizia que dava para reverter. Nenhum atleta discordava. Ninguém nunca duvidou. Quando você fala que não sabe se dá, que ficou difícil, realmente complica. Eu, particularmente, não vi ninguém conversar isso.

Precisando vencer por três gols, que programação vocês fizeram para a partida?

Conversamos que teríamos de fazer os três gols, e que o nosso objetivo era de fazer pelo menos dois gols ainda no primeiro tempo. Traçamos que se conseguissemos sair com essa vantagem, a virada viria durante o segundo tempo.

E como se desenrolou o jogo?

Entramos com esse objetivo e fomos para cima. Tínhamos de arriscar mais, claro. Pressionamos e não deixamos os caras saírem com a bola. Em uma situação dessas, você não tem nada a perder.

A situação enfrentada pelo Santos agora na decisão é muito parecida com a de vocês...

Eu acho que é um pouco diferente, pois são dois clubes do mesmo Estado. No nosso caso, eram estilos diferentes, paulistas contra cariocas. Mas isso nada impede que o Santos possa reverter a vantagem. Futebol tem 90 minutos e se você fizer um gol no primeiro tempo pode voltar mais aceso para o segundo. Tem jogos que as equipes fazem até três gols com menos da metade do jogo rolando.

Em quem do elenco você apostaria para ser o Giovanni de 95, contra o Flu, na decisão do Paulistão? Paulo Henrique?

Eu costumo dizer que quem decide uma final nunca é o maior craque do time. As pessoas sempre apostam no craque e, geralmente, quem brilha é o cara que nunca faz gol, que não é o destaque. Eu não tenho preferência. O Paulo Henrique pode decidir. Está crescendo a cada jogo, assim como o Neymar.

Qual é a receita para o Peixe virar e conseguir ficar com o título?

O Santos tem de ir para cima desde o início. Tem de pressionar, não tomar gol e fazer um logo no começo do jogo. Isso dá mais ânimo, e o time passa a depender apenas de mais dois gols. É possível!

O jogo contra o Fluminense foi a mais especial de sua carreira?

Foi a partida que mais me emocionou. As pessoas sempre lembram disso, me param na rua e relembram aqueles momentos. Ficará marcado na minha carreira.

Simon, O Vidente

Já que estamos falando de arbitragem, não posso deixar de comentar o bizarro lance do jogo Ceará e Fortaleza. Um lance sobrenatural! Sim, sobrenatural! Vejam o vídeo que impressionante.


Apesar de falarem mal do árbitro, o que é uma grande bobagem, vocês podem reparar que o pé do jogador é agarrado por uma entidade zombeteira e por isso ele cai. Quando o lance é visto de frente, fica ainda mais claro e é a única coisa que explica o tombaço que o jogador do Ceará leva.

Simon, que desde menino vê espíritos, verificou que a entidade brincalhona trajava um uniforme do tricolor cearense e apontou a marca da cal sem titubear para que a justiça fosse feita.

Parabéns, Simon! Por mais este pênalti espírita marcado. E não é porque as outras pessoas não possuem a sua vidência, esse seu dom para ver certos lances (e não ver outros), que você vai deixar de tomar as corretas decisões na hora de apitar. Parabéns!

Salvio Spinola

Começamos bem a final. Foi sorteado para apitar a partida de domingo simplesmente o árbitro que causou confusão nas duas semifinais.

Isso só pode ser brincadeira de mau gosto. E de mais mau gosto é o nome dele que lembra um certo hino. Será que é um recado da FPF que é para sair tudo do jeito que eles querem?

terça-feira, 28 de abril de 2009

Loucas no futebol - Parte 4

Estou achando que isso vai virar um quadro semanal!

Parabéns para o árbitro francês que expulsou os brigões e nota zero para o Cuca que ainda defendeu o Juan que devia ter sido expulso.



E tinha gente falando mal do Brawn

Ainda bem que as corridas voltaram para horário de 9 horas da manhã, dá para acompanhar mais tranqüilamente. hehehehe

Liberados os desenhos para difusores e com a vitória da Red Bull na semana passada, muita gente tinha dito que a magia da Brawn tinha acabado. Mas no GP do Bahrein a equipe branca voltou a vencer e venceu com propriedade. Outro belo GP, principalmente no início, muitos pegas, toques, ninguém aliviando com medo de bater.

As Toyotas fizeram a primeira fila, mas estavam muito leves e logo precisaram parar. Aí o carro branco sobrou, Vettel também foi para cima, mas o carro da Brawn ainda é irresistível. Button ganhou a corrida quando fez grande ultrapassagem em Hamilton, que tinha feito uma bela largada. E com as paradas das Toyotas para reabastecer, o líder do campeonato guiou fácil para terceira vitória no ano. Rubinho foi o fiasco novamente, fez uma para a mais que ninguém entendeu. O piloto estava atrás do Hamilton e fatalmente o passaria no próximo pitstop, mas, por algum motivo que ninguém explicou, ele acabou fazendo uma parada a mais, o que lhe custou no mínimo uma posição para ser legal com o compatriota.

Mas o que foi bom no domingo, já que o Peixe tomou um sacode, foi ver o Felipe Massa tomando volta. Que linda cena! Não é para se esquecer com facilidade. Se eu torço contra o Massa? Já não ia com a cara dele e depois do que ele falou sobre Brawn, sobre dar o título e tudo mais, quero mais que ele fique atrás inclusive de seu companheiro de equipe. E no domingo seu apelido merecia ganhar uma letra para ficar mais a cara do que ele foi nessa corrida, pois nenhuma parada dele foi filmada para desespero de Galvão Bueno. Neste domingo que passou ele deveria ser chamado o pequeno Inotável!

O Peso a favor do Corinthians

O jogo de domingo foi um retrato das virtudes dos dois times, o Santos altamente ofensivo, enquanto o Corinthians se segurava na defesa como podia. Em tarde inspirada de Ronaldo e Felipe e de nenhuma pontaria e precisão de Kléber Pereira, o Santos perdeu por 3 a 1 do Corinthians em plena Vila. Agora a missão do Peixe é complicadíssima, tem que vencer por mais de 3 gols o rival no Pacaembu no domingo que vem.

O placar elástico não diz o que foi o jogo, mas não chega a ser injusto, uma vez que não tivemos erros de arbitragem. O Santos massacrou o Corinthians, massacrou mais do que tinha massacrado o CSA. Mas ter volume de jogo e conseguir concluir em gol é pouco, é preciso estufar as redes adversárias para vencer. E parece que o Santos não está tendo paciência e sorte para conseguir guardar seus gols. O Mancini manteve o esquema de jogo que trouxe o Peixe à final, mas eu acredito que ele errou em duas peças pelo menos dessa composição. O Luizinho é muito fraco mesmo, o segundo gol do Corinthians foi marcado com sua ajuda ao não acompanhar a saída da defesa e deixar o Ronaldo em condições de receber a bola livre para marcar. A outra peça é o Pará, o cara é lateral, deveria ficar na direita que é sua posição de origem e onde é muito bom. Como volante o cara é um desastre, foi nas costas dele que o Santos tomou gol do CSA, a falta que originou o primeiro gol do Corinthians e o segundo do Corinthians. Ele não é um bom marcador e por saber sair tocando, distribuir bem o jogo e ser muito efetivo no ataque, ele não pode ficar ali nem mesmo de segundo volante. Acho que o Mancini tinha que ter entrado com o Adriano de volante e Pará na lateral.

Mas isso é uma questão de opinião e isso só resolveria, talvez, a parte de tornar o nosso sistema defensivo mais sólido, sistema que sofre demais com as ausências de Brum e Souto. Quando falta um deles, até que o Germano supre bem, mas não dá para faltar os dois, mas aconteceu. E acho bobagem as pessoas já começarem a criticar o trabalho do Mancini, pois ele também não coloca o time para jogar mais pelas limitações do elenco. Mesmo assim, mesmo limitado, o Santos perdeu esses dois jogos pelos excessos de gols perdidos, principalmente pelo senhor Kléber Pereira. Parece que está faltando vontade para estufar a rede adversária. Foram cinco gols perdidos contra o CSA e pelo menos duas chances claras contra o Corinthians. Fora que toda hora fica em impedimento.

O Santos foi para cima, mesmo perdendo por 2 a 0 ou 3 a 1, o Peixe acuou o Corinthians e não desistiu jamais. Mas a bola não quis entrar, achei que o Felipe estava inspirado, pois bom goleiro eu não acho que ele é. Ou melhor, ele é bom, não é esse monstro que todos pintam. É só ver o gol contra que ele fez, uma vergonha. Coisa de goleiro que durante a partida perde a noção do espaço da área e do gol. Mas fez uma belíssima defesa na cabeceada de Fabão, no cantinho, no fim do primeiro tempo. De resto, os atacantes do Santos o consagraram, principalmente Kléber Pereira, que quis dar um drible no goleiro, se enrolou com a bola e permitiu a defesa. Na mesma jogada, a bola sobrou para Neymar, mas faltou ao jovem experiência para não chutar forte e apenas encobrir o goleiro que já estava caído. Mas o Neymar é um jovem, Kléber Pereira já tinha que ter a experiência o suficiente para marcar aquele gol.

Os gols do Corinthians contaram com colaborações homéricas do setor defensivo do Peixe. Primeiro, na falta, que aconteceu por falta de noção de marcação de Pará, Fábio Costa armou mal a barreira, ficou atrás dela e ainda quis pular antes no canto onde estava a barreira. Até eu que sou um grosso para bater na bola chutaria no canto oposto, no canto do goleiro, imagina se o Chicão, que é um exímio batedor de falta não pensou o mesmo. E o pior foi ver o Fábio de quatro depois de patinar. O segundo gol nasceu de uma recuada ridícula do Kléber Pereira (além de não fazer o dele lá na frente, ainda atrapalha o setor defensivo), o Chicão deu um bicão para frente e aí aconteceu o diferencial do jogo. Apesar de todas as falhas do Santos, o Corinthians na base do elenco não é melhor que o Santos, foi pressionado e mais pressionado, só que na hora do contra-ataque, o time de Parque São Jorge conta com o Ronaldo. Ainda muito fora de forma e muito longe do que já foi como jogador, mas é um cara que conhece do ofício de bater na bola para o gol. Ele matou com muito estilo o bicão do Chicão e chutou contra Fábio Costa, que em dia inspirado pegaria, mas, em dias comuns e ainda mais em dias zicados, não tem muito o que fazer.

O segundo gol do Corinthians, ainda no primeiro tempo, foi um balde de água fria no ímpeto do Santos. Mas o esfriamento só durou poucos minutos e o Santos voltou a pressionar e a perder chances de gol. O segundo tempo veio e só dava Santos e saiu o gol contra de Felipe no chute do Triguinho. O torcedor da Vila já vislumbrava a possibilidade de empate, que não seria nada mal dadas as circunstâncias, e o time ia para cima. Mas o time se expôs demais ao contra-ataque do Corinthians, que existiu uma vez durante o segundo tempo todo, mas foi o suficiente para Ronaldo. Ele recebe de Elias e corta Triguinho com extrema facilidade, Fábio Costa desesperado saiu do gol para não sei o que e tomou um golaço de cobertura. E aí que eu falo que o Peso foi favorável ao time da Capital, pois ele é que fez a diferença no jogo. Qualquer outro jogador que tivesse cortado o Triguinho ali, não iria encobrir o Fábio Costa, provavelmente chutaria forte e rezaria para bola ir ao menos no gol.

Sim. Eu sou um crítico dessa volta do Ronaldo, acho que tem muita papagaiada, muito marketing e pouca bola e ainda mínima inteligência para marcar este jogador. Falam dele na seleção, acho que só podem estar de piada, pois quem acompanha os jogos dele percebe que ele não tem mais condição de jogar em alto nível (apesar que isso não seria um problema para seleção que convoca Felipe Melo). Mas ainda sim seria desmoralizar ainda mais a Amarelinha. Ronaldo está muito longe do que era e de sua forma ideal, nem por isso desaprendeu a bater na bola e é isso que os adversários não entendem. Vejam só, quem não lembra daquele vídeo histórico entre Pelé e Maradona tabelando de cabeça num programa do eterno 10 argentino?



Inegavelmente Pelé e Maradona estão longe de suas melhores formas, mas quem jogou bola no nível que eles jogaram, pode fazer aquela tabelinha de roupa social e tudo, e ainda fazendo parecer ser fácil. Claro que Ronaldo não é um Pelé, nem um Maradona, mas é um baita craque! Com certeza um dos tops da história mundial do futebol, muitos o colocam no Top 10, eu o coloco num Top 15, 20, mas aí é questão de gosto. O que eu quero dizer é que Ronaldo é acima da média e que, se deixar ele livre, ele faz o que quiser com a redonda. No lance do terceiro gol, eu fiquei impressionado com o quanto o Triguinho é fã do Ronaldo, ali ele tinha que fazer a falta, mas preferiu pedir o autógrafo da sua vida, um drible desconcertante. O Fábio Costa pensou que o Ronaldo ao passar pelo camisa 3 iria para cima dele e quis antecipar sua saída. Mas é aquilo, goleiro que pensa toma gol. Pensou errado e Ronaldo, por ser acima de média, meteu-lhe de cobertura, provavelmente o gol mais bonito que ele tomou em sua carreira.

Fábio Costa que foi decisivo contra Portuguesa, Ponte e Palmeiras (até o frango) voltou a fazer partidas apenas regulares. Contra o CSA ele saiu muito mal no gol que causou nossa eliminação e no domingo foi figurante, não fez nenhuma defesa importante. E quando dava para ser decisivo, ele foi comum. Acho que o frango contra o Palmeiras o tirou do bom ritmo. Não dá para saber o que aconteceu com ele.

O meu lado de comentarista esportivo, que olha sem paixão, diz que o próximo jogo será de entrega de faixas para o time de Parque São Jorge. Para um time dado como eliminado, chegando na penúltima fase de classificação com apenas 17% de chance de se classificar, acho que o Santos conseguiu muito. Aliás, mesmo com o coração santista, penso que o Santos já foi longe mesmo. Eu não esperava mais nada desse Paulistão.

Mas, mas, mas, mas não está fácil agüentar a gozação dos adversários e, motivado mais por essas gozações, gostaria de lembrar que ainda há mais um jogo. E eu já vi essa camisa, esse manto sagrado conseguir feitos que eram considerados impossíveis. Aliás, era considerado um feito impossível o Santos se classificar para as finais, então, o impossível é o comum muitas vezes no Peixe. É só lembrar a história do Santos mesmo, quantos clubes do Brasil são grandes estando fora de capitais? Enfim, o impossível é o que nos motiva e eu vou acreditar até o último segundo, até a última gota de suor.

A obrigação de ser campeão é toda do Corinthians e o Santos é mais do que nunca o azarão. Se não der, já estava meio que perdido mesmo e não será nada traumático. Acredito inclusive em boa campanha para o Brasileirão, desde que haja uma série de dispensas e algumas contratações. Mas se der, mas se por acaso fizermos mais uma vez o impossível - porque o Corinthians não perde no Pacaembu desde muito tempo e nunca perdeu por tal diferença nas mãos do Mano Menezes, a Teoria Chicão que comentei no post do Estádio 97 pode funcionar para o outro lado agora - se contra todas possibilidades formos campeões, ah... aí é para ficar maluco.

EU ACREDITO!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Salvou

Após belo trabalho do Prefeito de Osasco, o sr. Emídio de Souza, que fez questão de não perder o time para nenhuma outra cidade, o time de vôlei foi salvo. Um alívio! Um grupo de investidores levantará a verba para manter o time que deve inclusive abandonar o uniforme vermelho, uma vez que o Bradesco/Finasa não estará mais no comando. Atletas e treinador já assinarão novo contrato. Aliás, o treinador, o Luizomar, ficará por ora como gerente da equipe.

A única notícia que não faz coro a esse momento de reviravolta é a não confirmação de Paula Pequeno. A musa que ontem se emocionou já recebeu vários convites de outras equipes e não sabe se voltará. Espero que volte e já lanço aqui a campanha Fica, Paula Pequeno!


Independente disso, é muito bom saber que o time continuará. Um Liga Nacional sem o Osasco seria estranho demais. Essa notícia salvou a semana que estava tão triste, voleibolisticamente falando.

Falando em 97...

O Santos fez 97 anos e aproveito o gancho para falar do Estádio 97, da Energia 97. Neste ano, os caras completaram 10 anos no ar, é tempo para caralho, se pensarmos na formatação desse programa e por se tratar de estar em uma rádio FM. Acho que só Pânico supera, hoje.

Acompanho o programa desde 2002, na época curtia o Na Geral, que também é muito bom e possui o impagável Beto Hora. Mas acabei ficando viciado mais no Estádio, pois a discussão sobre futebol era mais embasada. Fora que eles conseguem trazer convidados mais interessantes para uma entrevista. Os outros programas do mesmo gênero não conseguem tal feito. É só ver aí o caso que citei ontem, Odir Cunha e Celso Unzelte lançando o livro sobre o clássico alvinegro.

Enfim, faço aqui minha justa homenagem a esse pessoal que salva a hora todo dia, das seis da tarde até as oito e meia da noite.

Da esquerda para direita, em pé: Benjamim Back, Mano, Portuga, RG 02 e Domênico Gatto.
Agachados: Motta, Sombra, Bah e Bento.
Créditos da figura a Cleriston Ribeiro.


NOTA: para quem ouve o programa vai entender minha preocupação. O pai do Domênico é o senhor Chicão e eles inventaram a teoria Chicão. A teoria Chicão consiste em dizer que se faz muito tempo que algo não acontece ou nunca aconteceu, essa coisa vai acontecer. E o Santos nunca perdeu em finais para o Corinthians... Haja coração, amigo!

Loucas no futebol - parte 3

Severino diria:

- Doutô! Doutô! Mas o que é que isso, doutô?! Que pantera, doutô?! Coisa nenhuma. Isso aí são duas bichonas de quatro com cara de me possua!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

4 horas


Torcedor é realmente fanático. Mesmo com os preços abusivos, em menos de 4 horas, todos os 18 mil ingressos foram vendidos. Estou realmente impressionado. Tinha gente que ficou na fila desde o final do jogo do Vexame. Impressionante!

E com a palavra Torero

Copiei integralmente o texto do Blogue do Torero. O cara é genial, não é à toa que é santista! hohohoho

E o campeão paulista será o...

Indefinível leitora, ambíguo leitor, não sou daqueles comentaristas esportivos que tem medo de prognósticos, que se amendrontam quando se veem frente ao desafio de prever o futuro. Não! De modo algum! Jamais me deixarei dominar pelos fantasmas da dúvida, pelas sombras da insegurança, pelos espectros da hesitação.

Sou homem de coragem e escreverei nas linhas abaixo quem será o campeão paulista.

Digo-vos, para começar, que se trata de um time surpreendente, que conseguiu superar seu adversário na semifinal com raça e técnica. E olhem que ele não era o favorito, pois fez menos pontos no decorrer do campeonato que seu oponente e teve que jogar a segunda partida fora de casa. Mas a equipe não se intimidou. Venceu o primeiro jogo em seus domínios por 2 a 1 e, quando foi para a casa do inimigo, nova vitória. E mais fácil que a primeira.

O time está bem em todos os setores. No gol, por exemplo, temos um jogador que é ídolo da torcida. Ele veio das divisões inferiores do Vitória e é capaz de defesas espetaculares. Seus reflexos são rápidos, ele é elástico e pega bolas que parecem impossíveis. Porém, temos que reconhecer, às vezes faz uns erros inexplicáveis.

E o que falar da defesa? Falemos que ela é simples e eficiente. Os zagueiros são firmes, mas não violentos, e, de vez em quando, um deles ainda marca uns valiosos gols de falta. Já os laterais descem bastante e participam bastante do ataque, o que é permitido pela presença de dois volantes. Volantes que, por sinal, são dois bons jogadores. Longe de serem brucutus, sabem sair jogando, tem bom passe e de vez em quando até marcam uns golzinhos.

Quanto ao seu centroavante, muitos duvidaram de sua capacidade. Afinal, um jogador passado dos trinta é sempre alvo de desconfiança. Mas isso durou pouco. Hoje todos sabem que ele é um matador que domina como poucos este estranho e misterioso ofício de fazer gols.

O técnico é um sujeito sério, um dos novos valores da profissão no Brasil. Ele mostrou arrojo nesta fase de mata-mata do campeonato, não se intimidando e jogando com três atacantes mesmo na casa do adversário. Aliás, três atacantes não é o termo certo, já que ele optou por um inteligente e maleável esquema de 4-2-3-1, que se transforma num 4-2-1-3 com facilidade. Este esquema só é possível porque o time tem dois jogadores que podem funcionar como pontas e como meias-atacantes. E você sabe quem são estes dois: um surgiu nas categorias de base e é amado pela torcida. O outro veio do Rio e já mostrou seu valor.

Pois bem, não fugi da raia e disse aqui quem será o campeão paulista. Porém, caso você não entendido até agora, digo-lhe explicitamente que o campeão será o bravo alvinegro que começa com a letra “S”.

E tenho dito!

Não se pode fazer uma musa chorar

E eu choro junto com ela. Pois é um sentimento de tristeza imenso. Infelizmente o esporte é visto apenas como negócio. Acho que o Bradesco/Finasa não queria mais associar sua imagem a uma equipe com quatro vices seguidos. Mas penso que os quatro vices, principalmente o vice desse ano, mostra o quanto a equipe é forte, já que o campeonato foi de altíssimo nível.

O Esporte não é negócio, apesar de sua gestão ser assim, mas tem que ser assim para ser sério, não pode ser encarado como algo que dê lucro ou não. O Esporte é uma sublime arte e todos os torcedores do Osasco se sentem traídos, pois os investidores simplesmente decidiram acabar com o clube.

O luto continua e espero que a CBV aja de forma rápida, a fim de não permitir que haja uma debandada de nossas melhores atletas para o exterior.

Mas nem se combinasse

Estragada a final do queijo fresco com a goiabada, vulgo Romeu e Julieta, existem dois jornalistas e escritores fanáticos que estão rindo à toa com a final entre Santos e Corinthians. O clássico mais antigo do estado ganhou um livro de histórias contadas por duas sumidades nas histórias dos dois clubes.

Celso Unzelte é corinthiano e sabe tudo do Parque São Jorge. Odir Cunha é nome mais que conhecido para aqueles que acompanham o Peixe e querem conhecer mais da histórias do alvinegro praiano. Aliás, Odir é o cara que encabeçou o dossiê de unificação dos títulos nacionais e será, a partir de maio, o porta voz do Peixe perante a imprensa paulistana.

A idéia do livro é do santista, segundo Unzelte em visita ao programa Estádio 97 (clique aqui para ouvir o Estádio do dia 13 de abril, Odir e Celso foram os convidados e o programa é imperdível para que ama o esporte bretão). A idéia era um bate papo recheado com informações históricas sobre o clássico, jogos polêmicos e curiosidades.

A final veio a calhar para os dois e o livro deve ganhar um gás nas vendas por esse motivo. Eu ainda não li, mas tudo o que os dois escrevem merece nossa atenção, pois os caras manjam muito da história dos times e escrevem muito bem.

Apesar de eu ser um letrado, dica de livro para ler só poderia ser relacionado a futebol mesmo.

Picuinhas apequenam a final

Amo a Vila! A Vila Belmiro é a morada do Rei, templo mítico do futebol mundial. A Vila, a Vila mais famosa do mundo, é um lugar muito legal de ver o Peixe jogar. A pressão é formidável e a proximidade com o campo, faz a gente pirar e se apaixonar cada vez mais por estádio.

Da mesma maneira, gosto também do Pacaembu. Acredito até que seja um dos melhores estádios para se assistir uma partida de futebol. Além de tudo de bom que o estádio oferece, tem uma localização privilegiada na Capital maior deste país.

Mesmo assim, é inconcebível que Santos e Corinthians joguem as duas partidas da final de um Campeonato Paulista, o estadual mais forte do país, nesses dois estádios. Apesar de tudo, apesar da paixão que tenho pelas duas arenas e apesar das vantagens que apresentei, os dois estádios são acanhados por demais para abrigar uma final, principalmente uma final entre dois times que possuem grande torcida.

Se não houvesse tanta picuinha entre diretores, o palco mais acertado para esse jogo seria o Morumbi e com meio a meio para cada torcida nos dois jogos. O espetáculo ficaria mais bonito e ficaria ainda mais bonito para quem viesse a conquistar o título. Mas a melindragem entre dirigentes é enorme e por isso temos que nos contentar com estes jogos em estádios mágicos, mas muito pequenos para o jogo.

E o pior de tudo é ver que as diretorias vão esfolar os torcedores aumentando absurdamente o valor dos ingressos. As arquibancadas da Vila custaram a bagatela de 80 reais. Sei que é final, mas é muito, é caro demais da conta.

Infelizmente a decisão já foi tomada e espero que tudo ocorra em paz, mas que os diretores repensem para o próximo ano. E a Federação Paulista não permita mais esse tipo de absurdo.

Vexatório

O Santos jogou muito mal e deu um baita vexame ao ser desclassificado pelo CSA, em plena Vila! O Santos sustentava um período de invencibilidade de mais 8 meses sem perder em seus domínios e na véspera da decisão tomou o maior gelo, o maior balde de água gélida!

É bem verdade que a bola não quis entrar, só o Kléber Pereira perdeu 5 gols incríveis. Neymar e Roni também perderam chances inacreditáveis. De resto time não teve paciência de chegar tocando nas outras oportunidades. Mas nesses 7 lances o jogo tinha que ser definido.

Agora só resta mesmo o Campeonato Paulista e agora vai ter cobrança. Porque é assim, eu não esperava nada do Santos no primeiro semestre. Acho que o time até deveria ter aberto mão das duas competições que participava para formar uma base melhor, fazer a peneira no elenco e se fortalecer para o Brasileirão. Só que o time mostrou muito brio e muita força nos últimos jogos e ontem tivemos que ver um Santos que gostaríamos muito de esquecer. Afobado e em alguns momentos displicente. E, como vimos, a torcida ontem viu, novamente um Santos fraco e dando vexame, vai haver essa cobrança por muita entrega nessas duas finais contra o Corinthians. A torcida pelos últimos jogos, eu particularmente, já esperava que o time se dedicasse muito nas finais, agora se entenderá que isso é uma obrigação, devido à humilhação de ser eliminado, com o devido respeito à equipe alagoana, pelo fraquíssimo CSA.

E ontem o Mancini merece minha crítica em dois momentos, primeiro na escalação, pois penso que o time deveria ter entrado completo para conseguir logo o resultado e aí sim ter poupado. Titulares tiveram que entrar na fogueira e agora vão sentir o peso da eliminação. Segundo momento é permitir que o Lúcio Flávio ainda entre em campo pelo Santos. E ainda vem pedir paciência para o cara, eu não tenho paciência desde a chegada dele. Dizem que o Vasco está de olho no jogador, que mande logo para lá. E que o Dorival Jr. saiba o que está pedindo.

É concentrar agora contra o Corinthians. O resultado de empate lá no Norte não influenciou nos jogos contra o Palmeiras, mas ele não teve o peso da eliminação e isso realmente me preocupa. Espero que o elenco consiga novamente não deixar uma competição influenciar na outra e que no domingo vejamos um Santos forte como temos visto nas últimas partidas pelo Paulistão.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Loucas no futebol - parte 2

Como diria um funk: "Elas estão descontroladas!"



Luto no vôlei

Triste nota e inexplicável. O Osasco/Finasa finalizou suas atividades com o time feminino adulto de vôlei. O maior recordista de finais acabou. Eu ainda não digeri a notícia. Ela já até é meio velhinha, pois acabou na segunda. Estou verdadeiramente chateado e triste com isso. O time do Osasco era o que eu torcia, tenho grande carinho pela cidade. O que não dá para entender é até o fato do volêi ter acabado de repatriar tanta gente boa. Triste, muito triste. Espero que isso seja revisto ainda.

Deu o finalista lógico

Na outra semi, deu a lógica. Eu tenho uma opinião que há uma boa vontade para que o Corinthians seja campeão esse ano. Achei ainda que a final era contra o Palmeiras, já que o Corinthians o considera o jogo com maior rivalidade. Famoso casal queijo minas com goiabada.

Enfim, só tenho uma coisa a falar desse jogo. O São Paulo é uma farsa mesmo. Não tem banco, impressionante. O São Paulo não apareceu em campo e o Corinthians não precisou fazer uma partida espetacular. O time de Parque São Jorge, apesar de ir com 3 atacantes, ficou recuado esperando o contra-ataque. E em dois resolveu o jogo e poderia ter feito mais.

Ronaldo está bem e deve, mais do que nunca, receber marcação especial. Olho nele, Mancini. Aliás, olho em todo mundo. Acho mesmo que é muito difícil para o Santos ser campeão. Mas espero o time lutando até o fim!

É Santástico até no Palestra Porco Itália

Foi destruidor, arrasador! Passou o caro! Foi, voltou e passou de novo! Só não foi mais humilhante porque o Fábio Costa engoliu um baita frango. Mais um presentão de aniversário!!!

O Santos manteve seu esquema tático com seu esquema ofensivo formados por Ganso (o PH), Madson, Neymar e KP. O Santos jogou muito, como previsto por Mancini o negócio era segurar o ímpeto suíno no início do jogo e, nos 10 primeiros minutos, o Peixe marcou pressão. Depois o Palmeiras começou a sair para o jogo, mas num lance genial de Neymar que matou a bola com um toque e depois serviu nosso camisa 10, um gol com apenas 4 toques, o Santástico abriu o placar premiando o melhor jogador do ano. Madson, o baixinho, o mini-craque, mas um gigante em campo, raça é o sobrenome dele. É espírito que qualquer um que gosta de futebol gosta de ver.

O Porquinho se perdeu em campo, parecia um animalzinho acuado. Não sabia o que ia fazer, o gol jogou um balde de água fria na torcida porcolina. O Palmeiras até estava bem naquele momento, mas foi desnorteado pela velocidade de Neymar e Madson, pelo toque de bola refinado de Ganso. Brum não permitiu nenhum sonho suíno, Eller e Fabão estavam incríveis.

O segundo tempo começou e, numa jogada de novo de Neymar, Maurício Ramos, um caminhão desgovernado, atropelou o garoto, nos deu o pênalti, o gol da vitória e ainda ganhou um cartão vermelho. KP foi lá e converteu no bom goleiro Marcos. Peixe mais classificado do que nunca começou a tocar bola e num lance bobo o Fábio Costa herói, que pega muito, tomou um frangaço. Mas tudo bem, o Fábio tem mais que muito crédito.

E aí teve a grande bobagem do jogo. O senhor árbitro, o péssimo que nem vou citar o nome, mas é um desgraçado, não expulsou outros jogadores palestrinos por medo. Diego Souza, a louca, a bicha, deveria ter sido expulso em dois lances de cotoveladas. Mancini ficou revoltado com a arbitragem e como o jogo já estava no papo, para esfriar de vez o ânimo suíno, que aumentou com o gol feito, ele colocou Domingos na colo da Nervosinha Souza. O zagueirão do Peixe deve ter conseguido um Record, 10 segundos em campo e foi expulso com o Diego.

Mancini mandou o Domingos provocar o jogador do Palmeiras que caiu na pilha. Depois de expulsos, Diego deu um empurrão no zagueiro que caiu simulando ter sido atingido na cara, o santista fez isso para ganhar tempo. A Louca ficou mais que estourada, um papelão. Depois de ser retirado de campo ainda voltou para bater no Domingos. O cara tem que pegar um 100 dias pelo menos de suspensão, só para moralizar o bagulho.

Agora eu estou com nojo da imprensa que repudiou Domingos e Mancini. É lamentável esse repúdio, pois eles não fizeram nada. Ir lá provocar é do jogo e o bom profissional tem que estar esperto para não cair nessa e nem se deixar intimidar. Madson foi ameaçado pelos palestrinos, disseram que iriam o jogar na arquibancada, se ele continuasse a dar aqueles dribles. E como o baixinho respondeu, com gol, meus caros. Com um golaço! Diego Souza tem que tomar uma punição exemplar. E parabéns a Domingos e Mancini que fizeram tudo direitinho. Não sabe jogar e nem agüentar falação, fica em casa, não vem para o jogo não.

Mas é isso! Peixão classificado e tirou a final queijo fresco com a goiabada. Não sei quem é Romeu, não sei quem é a Julieta, só sei que um dos dois do casalzinho que jura rivalidade ficou lá estirado na rua Turiassu.

Agora vamos pegar o outro casalzinho. Mais uma vez digo que o Santos não é favorito. O Corinthians não perdeu esse ano e precisa apenas não perder para o Santos. Sendo assim, vejo uma pedreira pela frente, mas é aquilo. Chegamos à final e já estamos no lucro alto, se pensar que estávamos cotados para nem classificar.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Sem difusor e sem kers

E o que corre este tal de Vettel, hein?! Gostei muito da corrida, mas é válido lembrar que foi uma corrida adversa. Acredito que com menos chuva a Red Bull (e é Red Bull, não porra de RBR, tem que falar o nome para prestigiar os patrocinadores, a Globo é brincadeira!) não renderia tanto. Mas o Vettel é um mestre no aguaceiro e Hamilton e Barrichelo só chuparam o dedo. Aliás, Barrichelo muito mal, errou feio e poderia conseguir algo melhor que um quarto lugar.

Já a nossa querida Ferrari continua lá embaixo fazendo a alegria deste blogueiro!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Loucas no futebol

Para o bem do esporte bretão, tem que ter punições exemplares para os dois manés! Otários mesmo!


Difusor e o choro de gente que se diz grande

O fato é que o bom senso prevaleceu e o desenho do difusor desenvolvido pela Brawn, e copiado por Toyota e Willians, foi considerado legal. Agora quem não tinha o sistema vai começar a correr atrás.


Mas o choro não tem fim. Agora, começaram a falar que o difusor vai contra as regras, já que ele dificulta a ultrapassagem. A saída de ar causaria certa turbulência ao carro que vem perseguição, o que complica a aproximação dos carros para ter aquele vácuo que permite as manobras de ultrapassagem. O que acho complicado é que não falaram disso antes. O fato é que a Brawn, Toyota e Willians são mais que difusores. Essa pressão aerodinâmica maior na parte traseira, não é o que dá tanta velocidade assim para os carros. Veja só, a Mc Laren já fez seu difusor e o resultado ainda não é nada relevante. Não pelo menos nos treinos livres para o GP da China, que ocorre nas madrugadas brasileiras deste final de semana, onde os carros da escuderia inglesa andaram pelo menos 1 segundo atrás do Button.

Outro choro lamentável é o do pessoal da Ferrari, sobretudo do senhor Massa. Briatore, um dos chefões da equipe vermelha, ironizou a Brawn e suas vitórias. Disse também que o campeonato será decidido em mais 3 GPs depois da decisão da FIA de não punir a chamada gangue dos difusores. Mas pior mesmo foi o Massa afirmando que era melhor já entregar o campeonato para a Brawn de uma vez, pois ninguém vai conseguir fazer um carro bom a tempo.


Eu achei de fato lamentável mesmo essa declaração do Massa. Fala sério! A Ferrari vem quase sempre soberana, sobrando em relação às rivais. Nos últimos 9 anos, apenas a Mc Laren incomodou alguma vez. Anos passado a Ferrari só não foi campeã por incompetência em algumas paradas para reabastecimento. Inesquecível trabalhada com o robozinho. Só que não dá para ser o melhor sempre e a primeira vez que a Ferrari não vem com um carro tão bom, já vem com essa de melhor entregar o título? Ridículo! Péssimo perdedor. Vamos lembrar que a Brawn tem como grande trunfo o talento de seu dono que é projetista dos carros também, mas é uma equipe que tem sérias restrições orçamentárias. Diferentemente da Ferrari, que possui muita grana e tem como correr atrás do prejuízo, sim. Só que tem que parar de chororô.

Agora é esperar para ver esse GP da China, que já deve apresentar muita novidade, uma vez que os difusores estão liberados.

Mais um presente

Depois da gravíssima lesão em agosto, Maikon Leite já treina com bola e vai para concentração com o restante do time, para o jogo contra o Palmeiras. Claro que ele não ficará nem no banco, a idéia é reintegrar o atleta ao grupo e fazer com que a história de recuperação dele motive a todos.


Maikon era o destaque do Peixe ano passado e, para mim, a maior revelação do Brasileirão. Mas acabou sendo gravemente machucado pelo carniceiro do goleiro do Flamengo. O retorno dele estava previsto apenas para agosto deste ano e ele conseguiu antecipar muito! E agora é esperar para vê-lo em ataque com Neymar e Madson. Já pensou??? Será pura velocidade!

Unificar é preciso



Texto de Odir Cunha. Um belo trabalho que não deixa nenhuma dúvida.

Taça Brasil vs. Copa do Brasil

Um dos exemplos da desinformação sobre a Taça Brasil é a comparação que se faz entre ela e a atual Copa do Brasil. O nome é parecido e a forma de disputa também. Só isso. As semelhanças param por aí. Não há qualquer equivalência entre a importância de uma e outra.

Enquanto a Taça Brasil reunia campeões estaduais e foi, por oito anos consecutivos, a única competição nacional a dar vaga para a Taça Libertadores da América, a Copa do Brasil é um torneio de excluídos, não é prioridade para as grandes forças do futebol nacional, dá como prêmio apenas uma das cinco vagas do Brasil na Libertadores e não empresta ao seu campeão o título de campeão brasileiro da temporada.

Ninguém chama, ou chamará, o vencedor da Copa do Brasil de campeão brasileiro do ano. Este título está reservado ao vencedor da competição nacional, hoje denominada “Campeonato Brasileiro”. O campeão da Copa do Brasil é apenas o campeão da Copa do Brasil, ao contrário do vencedor da Taça do Brasil, que era considerado, divulgado e premiado como o campeão brasileiro da temporada.

Há um farto capítulo neste dossiê que confirma o tratamento de campeão brasileiro que a imprensa nacional destinava ao ganhador da Taça Brasil. Uma competição única no País, aberta aos grandes clubes brasileiros e na qual eram disputadas as únicas vagas reservadas ao Brasil na Taça Libertadores da América, logicamente dava ao seu vencedor o mérito e o status de campeão nacional – o que, repita-se, amplamente comprovado pela cobertura da imprensa na época.

É importante destacar que enquanto durou, a Taça Brasil definiu as únicas vagas brasileiras para o Campeonato Sul-americano de Clubes, ou Libertadores. De 1959 a 1966 apenas o vencedor da Taça Brasil representou o País na Libertadores, e de 1967 a 1969 o direito foi estendido também ao vice-campeão da Taça Brasil.

Ou seja: de 1959 a 1969 nenhum time brasileiro que tenha participado da Libertadores chegou à competição sem ser campeão ou vice da Taça Brasil. A relevância da Copa do Brasil é bem menor. Como já dito antes, ela dá 20% das vagas brasileiras para a Libertadores e seu título é muito menos importante do que o do Campeonato Brasileiro.

Torneio dos excluídos

A Copa Brasil, desde a edição 2001, não permite a participação dos times brasileiros classificados para a Taça Libertadores. Ou seja, os quatro times de mais destaque do País no ano anterior ficam fora da Copa. A tabela de 2009, a propósito, não consta de São Paulo, Grêmio, Cruzeiro e Palmeiras.

Além desses sentidos desfalques – já que teoricamente se tratam dos melhores times do País –, a competição, disputada no primeiro semestre do ano, ainda sofre a concorrência dos estaduais, cujo título é mais valorizado por alguns clubes, que chegam a escalar reservas nos seus compromissos da Copa.

O desinteresse das grandes forças do futebol nacional provocou, em algumas edições da Copa do Brasil, surpresas significativas, como os títulos de Criciúma em 1991, Juventude em 1999, Santo André em 2004 e Paulista de Jundiaí em 2005, sem contar os vice-campeonatos de Ceará em 2004, Brasiliense em 2002 e Figueirense em 2007.

Por outro lado, como essa pesquisa deixa bastante claro, a Taça Brasil as equipes mais poderosas do futebol nacional e só foi vencida por clubes que, de tanto prestígio, depois viriam a fundar o Clube dos Treze. Como prova de sua categoria superior, todos os campeões da Taça Brasil conquistaram também o título do Campeonato Nacional, a saber:

Bahia, campeão da Taça Brasil em 1959, campeão nacional em 1988.
Palmeiras, campeão da Taça Brasil em 1960 e 1967, campeão nacional em 1972, 1973, 1992 e 1994, além de campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1967 e 1969.
Santos, campeão da Taça Brasil em 1961, 1962, 1963, 1964 e 1965, vencedor do campeonato nacional em 2002 e 2004 e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1968.
Cruzeiro, campeão da Taça Brasil em 1966, campeão nacional em 2003.
Botafogo, campeão da Taça Brasil em 1968, campeão nacional em 1995.

Vejamos como duas importantes enciclopédias do futebol brasileiro definem a Taça Brasil:

"Foi criada em 1989 pelo então diretor de futebol da CBF Eurico Miranda. Ele inventou a fórmula para contentar as federações com menos tradição no futebol, cujos times não conseguiam alcançar a Série A do Brasileirão, que havia desinchado a partir de 1987, com a criação das divisões. Inicialmente, a competição era disputada por todos os campeões estaduais mais os vices dos principais estados do País. Essa idéia foi sendo posta de lado e os critérios de classificação começaram também a atender interesses políticos e mercadológicos. Os clubes grandes do país não precisam mais vencer nada para participar da Copa do Brasil. São convidados simplesmente porque atraem público nos estádios e garantem a audiência da televisão. Dessa forma, a Copa Brasil, que nasceu com 32 times, passou a contar com 40 em 1996, 65 em 1999, 69 em 2000 (Nota do autor: Em 2009, assim como em 2008, a Copa terá 64 participantes). Página 363 do segundo volume da Enciclopédia do Futebol Brasileiro, publicada em 2001 pelo jornal Lance!

"Criada pela CBF em 1989, a Copa do Brasil dá ao campeão uma vaga na Copa Libertadores, Sua primeira edição foi disputada por 32 rimes: 22 campeões estaduais de 1988 mais os vice-campeões dos dez estados com as melhores médias de público. Atualmente, jogam a Copa do Brasil 64 times das 27 unidades da federação. Um inchaço que começou em 1995, com a entrada de clubes convidados, sem nenhum critério técnico." Página 292 do Anuário Placar, publicado pela Editora Abril em 2003.

Assim, não há qualquer propósito em comparar a Taça Brasil – que nos seus dez anos de existência aceitou apenas os campeões estatuais, reuniu os grandes esquadrões de uma etapa inigualável do futebol brasileiro e definiu os únicos representantes do País para a Taça Libertadores – com a atual Copa do Brasil, uma competição esvaziada dos melhores times brasileiros, que usa critérios no mínimo elásticos para congregar seus participantes e dá apenas uma das cinco vagas do Brasil na Libertadores.

A Taça Brasil teve finais memoráveis, como a de 1962, entre o Botafogo de Garrincha, Nilton Santos, Zagallo, Quarentinha e Amarildo, contra o Santos de Pelé, Zito, Gylmar, Mauro, Mengálvio e Coutinho – todos bicampeões da Copa do Chile alguns meses antes. Teve ainda a final entre esse mesmo Santos e o Cruzeiro de Tostão, Dirceu Lopes, Piazza, Raul e Procópio, decisão que colocou definitivamente não só o Cruzeiro, mas o futebol de Minas Gerais no mapa do futebol brasileiro.

Enfim, comparar a Taça Brasil, primeira competição nacional a reunir as grandes equipes do País, com a atual Copa do Brasil é um acinte à história do nosso futebol e aos grandes astros que a escreveram.

A questão do nome

De acordo com o Novo Dicionário Aurélio, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, não há qualquer distinção entre os termos Copa, Taça, Campeonato ou Torneio. Vejamos:

Copa: Torneio desportivo em que se disputa uma copa ou taça.

Taça: Troféu com o feitio desse vaso.

Campeonato: Certame.

Certame: Competição.

Torneio: Competição esportiva; certame.

Por essas definições, percebe-se que campeonato é o mesmo que certame, que por sua vez é o mesmo que copa, que quer dizer o mesmo que taça e significa “torneio desportivo”. Ou seja, todos os termos representam uma competição esportiva que define um vencedor.

Taça, ou copa, designa o feitio do troféu e não sua forma de disputa. O termo vem do inglês cup, que quer dizer “em forma de taça, de xícara” (Dicionário Webster’s). Assim, uma competição de turno e returno, com jogos de ida e volta, que dê ao campeão um troféu em forma de taça, também pode ser batizada de Copa ou Taça.

Uma das Copas ou Taças mais conhecidas é a Davis, a mais importante competição por equipes do tênis. Jogada pela primeira vez em 1900, em um confronto entre norte-americanos e ingleses, leva o nome do estudante norte-americano Dwight Davis, que a idealizou, e é chamada de Copa (ou Taça) porque o troféu era uma saladeira de prata surrupiada por Davis da casa de seus pais.

Então, um campeonato pode ser chamado de taça, e vice-versa? Sim. Um dos grandes exemplos disso é a “The Admiral's Cup”, uma das regatas mais famosas do mundo, que por muitos anos foi chamada de “World Championship of Offshore Racing” – ou seja, de “Campeonato” Mundial passou à “Copa”.

Fica evidente, portanto, que o Campeonato Brasileiro poderia se chamar Taça Brasil, e que a Taça Brasil poderia ter sido batizada como Campeonato Brasileiro, sem que perdessem suas essências, pois as palavras querem dizer a mesma coisa, assim como o objetivo dessas competições, que é eleger um vencedor, um campeão nacional.

Na verdade, o próprio Campeonato Brasileiro só se chamou assim, oficialmente, a partir de 1989. No começo, de 1971 a 74, era denominado de Campeonato Nacional de Clubes; de 1975 a 79, Copa Brasil; de 1980 a 83, Taça de Ouro; em 1984 voltou a ser Copa Brasil; em 1985 voltou a ser Taça de Ouro; em 1986, Copa Brasil de novo e em 1987 e 88 foi Copa União. Mesmo depois de se firmar como “Campeonato Brasileiro”, teve uma recaída em 2000, quando foi denominado Copa João Havelange, cujo título dois disputado pela quantidade recorde de 114 clubes.

Os vários nomes do “Brasileiro”

Ao longo dos seus 37 anos de disputa, o “Campeonato Brasileiro”, como é tratado genericamente pela imprensa, teve os seguintes nomes:

1971 – Campeonato Nacional de Clubes (1ª divisão); Campeonato Nacional de Clubes da Primeira Divisão (2ª divisão).
1972 – Campeonato Nacional de Clubes Primeira Divisão(1ª divisão); Campeonato Nacional de Clubes da Segunda Divisão (2ª divisão).
1973 e 1974 – Campeonato Nacional de Clubes.
1975 a 1979 – Copa Brasil.
1980 – Taça de Ouro (1ª divisão); Taça de Prata (2ª divisão).
1981 – Taça de Ouro (1ª divisão); Taça de Prata (2ª divisão); Taça de Bronze (3ª divisão).
1982 e 1983 – Taça de Ouro (1ª divisão); Taça de Prata (2ª divisão).
1984 – Copa Brasil (1ª divisão); Taça CBF (2ª divisão).
1985 – Taça de Ouro (1ª divisão); Taça de Prata (2ª divisão).
1986 – Copa Brasil (1ª divisão); Taça de Prata (2ª divisão).
1987 – I Copa União - Módulo Verde e I Copa Brasil - Módulo Amarelo (1ª divisão); Módulo Branco e Módulo Azul (2ª divisão).
1988 – II Copa União (1ª divisão); Divisão Especial (2ª divisão); Divisão de Acesso (3ª divisão).
1989 – Campeonato Brasileiro (1ª divisão); Divisão Especial (2ª divisão).
1990 – Campeonato Brasileiro Série A (1ª divisão); Segunda Divisão (2ª divisão); Terceira Divisão (3ª divisão).
1991 – Campeonato Brasileiro Série A (1ª divisão); Segunda Divisão (2ª divisão).
1992 – Campeonato Brasileiro Série A (1ª divisão); Primeira Divisão (2ª divisão); Série B (3ª divisão).
1993 – Campeonato Brasileiro.
1994 a 1999 – Campeonato Brasileiro Série A (1ª divisão); Série B (2ª divisão); Série C (3ª divisão).
2000 – Copa João Havelange - Módulo Azul (1ª divisão); Módulo Amarelo (2ª divisão); Módulo Verde e Módulo Branco (3ª divisão).
2001 – Campeonato Brasileiro (1ª divisão); Segunda Divisão (2ª divisão); Terceira Divisão (3ª divisão).
2002 a 2008 – Campeonato Brasileiro Série A (1ª divisão); Série B (2ª divisão); Série C (3ª divisão).

Ranking só dos “Campeonatos Brasileiros”

Se a intenção é considerar campeão brasileiro apenas os times que venceram competições denominadas “Campeonatos Brasileiros”, então a classificação só poderá levar em conta o campeonato nacional a partir de 1989 e ainda pular o ano de 2000, no qual ele foi chamado de Copa União.

Assim, teríamos a seguinte lista considerando apenas os “campeões brasileiros”:

1 – Corinthians, 4 títulos (1990,1998, 1999 e 2005)
São Paulo, 4 títulos (1991, 2006, 2007 e 2008).
3 – Santos, 2 títulos (2002 e 2004).
Palmeiras, 2 títulos (1993 e 1994).
Vasco da Gama, 2 títulos (1989 e 1997).
6 – Flamengo, 1 título (1992).
Grêmio, 1 título (1996).
Botafogo, 1 título (1995).
Cruzeiro, 1 título 2003).
Atlético/PR, 1 título (2001).

O Flamengo, por exemplo, teria três de seus títulos nacionais computados à Taça de Ouro (1980, 1982 e 1983) e mais um à Copa União, dividido com o Sport (1987).

O Internacional ficaria sem nenhum “Campeonato Brasileiro”, pois seus três títulos foram conquistados quando a competição se chamava Copa Brasil: em 1975, 1976 e 1979.

O São Paulo, por sua vez, ficaria sem os títulos da III Copa Brasil (1977) e de outra Copa Brasil, disputada em 1986.

Por aí se vê a bagunça que seria a catalogação dos títulos nacionais se a nomenclatura for levada ao pé da letra. Se o campeão da Copa Brasil ou da Taça de Ouro pode ser considerado campeão brasileiro, por que o vencedor da Taça Brasil ou do Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata não pode?

Porém, se o objetivo da CBF – a exemplo das entidades de países onde o futebol é mais rico e organizado – é considerar todas as competições nacionais oficiais, que deram ao seu vencedor o status de campeão brasileiro, então não há como não reconhecer este período a partir de 1959, quando foi realizada a primeira edição da Taça Brasil.

Conclusão

Não se pode considerar uma divisão entre o Campeonato Nacional antes e depois de 1971, já que a única alteração significativa entre essas fases foi a mudança de nome. O sistema de disputa continuou baseado em jogos eliminatórios e somente a partir de 2003 é que a competição, seguindo o exemplo de muitas outras da Europa, foi realizada em turno e returno, com pontos corridos.

Assim, caso a intenção seja considerar “campeonato” apenas as competições em pontos corridos, o Campeonato Brasileiro só pode ser chamado dessa maneira a partir de 2003, quando este regulamento passou a prevalecer. Parece mais sensato, entretanto, que a história da competição seja contada a partir de 1959, quando a primeira disputa nacional oficial e regular foi organizada e chancelada pela entidade máxima do futebol brasileiro à época, a Confederação Brasileira de Desportos, presidida por João Havelange de 1958 a 1975.

Detalhe: devido a um decreto da Fifa de que todas as entidades nacionais de futebol deveriam se dedicar apenas ao futebol, a CBF foi criada e desmembrou-se da CBD em 24 de setembro de 1979, mas obrigou-se a manter o caráter oficial de todas as competições nacionais realizadas até aquela data. No site oficial da CBF a data de sua fundação não é 1979, e sim 20 de agosto de 1919, portanto a própria CBF assume que ela é a mesma entidade desde o tempo em que era denominada CBD e que organizou a Taça Brasil, o Roberto Gomes Pedrosa, a Taça de Prata, o Campeonato Nacional, a Copa Brasil, a Taça de Ouro, enfim, todas as competições que deram ao seu vencedor o status de campeão brasileiro.

Observação: Na verdade, a CBF não é herdeira apenas da CBD, mas também da pioneira Federação Brasileira de Sports, fundada em 8 de junho de 1914, que em 20 de agosto de 1919 mudou o nome para Confederação Brasileira de Desportos. Ainda no seu site oficial, a CBF assume também as campanhas da Seleção Brasileira nos tempos em que a Federação Brasileira de Sports dirigia o futebol brasileiro. Portanto, entende-se que todas as competições oficiais disputadas desde 8 de junho de 1914 são automaticamente reconhecidas pela CBF.

Assim, nada mais coerente e natural do que esperar que a CBF, que é a mesma CBD, anuncie a Unificação dos títulos nacionais a partir de 1959, quando, a pedido da Fifa, organizou a primeira edição da Taça Brasil com o intuito de definir, ano a ano, um campeão brasileiro.

Como foi nos outros países

O que fica evidente quando se pesquisa a história dos campeonatos nacionais em outros países com o futebol mais rico e organizado do que a brasileiro, é o acentuado respeito ao passado. Desde que um torneio nacional oficial tenha sido realizado com o intuito de escolher o campeão do ano, não importam quais eram as regras ou a forma de disputa, ele está inserido na história e tem o mesmo peso dos títulos atuais.

É uma questão de respeitar a própria evolução do esporte, de admitir que cada época tem as suas circunstâncias – obviamente mais dificultosas à medida que mais antigas –, mas todas contribuíram para a evolução do futebol.

A Espanha é um grande exemplo disso. Seu primeiro campeonato nacional foi realizado em 1929, mas desde 1902 já era jogada a Copa da Espanha, que por ser a única competição nacional nesse período de 1902 a 1928, dava e ainda dá aos seus vencedores o título de campeão espanhol.

Assim, na lista oficial de campeões de futebol da Espanha, não há qualquer diferenciação de períodos: ela começa com o título de Viscaya Bilbao, em 1902, e segue ano a ano, fazendo a transição da Copa da Espanha para o Campeonato Espanhol sem qualquer distinção. A criação da Liga Espanhola, em 1930, não tirou dos antigos campeões os méritos de suas conquistas.

O mesmo exemplo serve para a França. O Campeonato Francês é disputado desde 1933, mas a lista de campeões da França começa em 1918, quando a única competição nacional era a Copa da França. Assim, do Olympique de Pantin (1918) ao Cannes (1932), todos os vencedores da Copa da França também são considerados campeões nacionais.

O Campeonato Italiano também só é disputado nos moldes atuais a partir de 1930, quando o futebol se tornou profissional no país. Entretanto os títulos de 1896, data da primeira competição, até 1929, o último antes do profissionalismo, têm o mesmo valor dos obtidos posteriormente. Tanto é assim, que no ranking dos campeões italianos o Genoa aparece em quatro lugar, com nove conquistas, todas antes da era profissional (1898, 1899, 1900, 1902, 1903, 1904, 1915, 1923 e 1924).

No site oficial da Federação Italiana de Futebol, ou Federazione Italiana Giuoco Cálcio, comprova-se que mesmo o primeiro campeonato italiano da história, jogado em apenas um dia, próximo ao Torino, deu ao Genoa a primazia de entrar para a história como o primeiro campeão italiano: Il primo campionato della storia si gioca proprio a Torino nel 1898 – tutto in una sola giornata – e lo vince il Genoa che conquista così lo scudetto tricolore (http://www.figc.it/it/12/2051/Storia.shtml).

O primeiro campeonato italiano que englobou todo o País – cuja área é inferior ao do Estado do Maranhão – foi realizado em 1913, com os times divididos em grupos Norte e Sul, cujos campeões se enfrentaram na final, com vitória do Pro Vercelli sobre a Lazio por 6 a 0.

Na lista oficial dos campeões italianos, o Pro Vercelli, hoje na quarta divisão do país, aparece em sétimo lugar, com sete títulos, à frente de clubes tradicionais como Roma (3), Fiorentina (2), Napoli (2) e Sampdoria (1). Todos os títulos do pro Vercelli foram conquistas no período de 1908 a 1922, portanto oito anos da realização da primeirqa Copa do Mundo, em pleno amadorismo. Nem por isso, porém, são renegados pela federação italiana.

Na Argentina, até 1967 o campeonato nacional era disputado apenas por equipes da região metropolitana de Buenos Aires – e por isso chamado de “Campeonato Metropolitano”. No entanto, todos os seus campeões, desde 1891, são considerados oficiais pela AFA – Associação de Futebol Argentino.

Desde 1991 cada turno do Campeoanto Argentino passou a valer como um campeonato, dando origem aos Apertura e Clausura, que se mantem até hoje. Portanto, considerar dois campeões na mesma temporada, como aconteceu no Brasil em 1968 (Santos, campeão do Robertão, e Botafogo, campeão da Taça Brasil) não é novidade.

Na Alemanha, onde o campeonato nacional é um dos mais bem cotados e o que apresenta a maior média de público, a Bundesliga (nome que se dá à primeira divisão do futebol no país) foi fundada na temporada de 1963/64, quando o Colônia foi campeão, mas as competições são consideradas oficiais desde 1903, quando o Leipizig a venceu e o DFC 1892 Praga ficou em segundo lugar.

É de se notar que a competição alemã passou por vários percalços antes da criação da Bundesliga: não foi realizada entre 1915 e 1919 e entre 1945 e 1947 devido às Guerras Mundiais; contou com a participação de times da Áustria, anexada pelo governo nazista, entre 1939 e 1944 (tanto, que o Rapid Viena foi o campeão de 1941); passou a ser jogada apenas por times da Alemanha Ocidental com a divisão do país, em 1948, e só voltou a reunir equipes das duas Alemanhas em 1992, com a queda do Muro de Berlim. Mesmo assim, não discriminou qualquer competição nacional oficial realizada desde 1903, dando a seus vencedores o título de campeão alemão.

Na Inglaterra, cujo campeonato nacional só não é mais antigo do que o da Escócia, que começou em 1881, a lista de campeões começa em 1889, quando o Preston North End ficou com o título, seguido pelo Aston Villa. Desta primeira competição participaram apenas 12 clubes, quatro a menos do que a edição da Taça Brasil que teve o menor número de participantes (16, em 1959).

Desta forma, pelo exemplo de países onde o futebol tem se mostrado mais organizado e próspero do que o brasileiro (tanto que seus clubes fazem dos nossos fornecedores de craques), percebe-se que o respeito ao passado, às origens de seu futebol, faz com que os resultados de suas competições nacionais prevaleçam, quaisquer que sejam as épocas em que tenham sido realizados.

Constatação importante

Após a primeira viagem de um time brasileiro à Europa, em março e abril de 1925, quando o Clube Atlético Paulistano deixou ótima impressão ao perder apenas uma partida em dez jogos e estrear goleando a Seleção da França por 7 a 2, o jornalista Américo R. Netto, enviado especial do jornal O Estado de São Paulo, logo ao desembarcar escreveu um artigo especial em que comparou o estágio do futebol francês com o brasileiro. Lidas hoje, estas linhas causam surpresa, por mostrarem como os franceses estavam atrasados.

Américo Netto disse que os campos franceses tinham dimensões erradas (“muito largos e muito curtos, tendendo mais para o quadradro”) e não conheciam a drenagem, o que os tornava “empedrados ou lamacentos”. Possuíam “pouca ou nenhuma conservação, em contraposição com as boas condições dos brasileiros”.

O jornalista escreveu ainda que os vestiários não tinham água, ou muito pouca, a ponto de não permitirem “banho freqüente e completo”; que os jogadores usavam vestuário pouco apropriado (“usam botinas grossas e pesadas, que lhes retardam os movimentos e tornam pouco precisa a justa ação de passar ou chutar”) e que os jogadores eram inferiores aos brasileiros em habilidade e agilidade:

“Na França, os jogadores são escolhidos por altura e peso. O mais alto e forte é julgado melhor do que o de físico pouco avantajado. Isto por influência do rugby, o esporte dominante em território francês, que exige homens grandes e pesados... São menos rápidos do que os brasileiros. Falta-lhes também a facilidade de improvisar, de arranjar de momento combinações surpreendentes... Treinam menos do que os brasileiros, motivo por que o Paulistano sempre conseguia dominá-los melhor no segundo tempo, quando se mostravam mais cansados”.

Curioso notar que em 1925, apesar de toda a precariedade de seu futebol, com campos quadrados e sem drenagem, jogadores escolhidos pelo porte físico trajando vestuário inadequado, enfim, com todas essas dificuldades, a França já tinha uma competição nacional regular desde 1918, o que o Brasil – que já possuía craques como Friedenreich, Neco e Araken e um futebol campeão sul-americano em 1919, só viria a ter 41 anos depois, com a primeira edição da Taça Brasil.

Reconhecer as primeiras competições nacionais oficiais como de igual valor às que são disputadas hoje é, acima de tudo, uma questão de coerência. Pois se não se pode oficializar competições que não tenham exatamente os mesmos moldes atuais, então todos devemos admitir que a maior parte da história do futebol terá de ser apagada.

É oportuno lembrar, por exemplo, que nas quatro Copas do Mundo iniciais – de 1930 a 1950 – os campeões fizeram apenas quatro partidas e nem precisaram jogar eliminatórias. Em 1950 o Uruguai enfrentou apenas a Bolívia para se classificar para o quadrangular decisivo, com Brasil, Suécia e Espanha. Hoje as seleções campeãs do mundo precisam passar por longas eliminatórias e ainda jogam sete partidas na fase final.

Assim, o mais sensato é que, a exemplo de países como Espanha, Alemanha, Itália e Argentina, todas as competições nacionais, desde que oficiais e disputadas regularmente – como foram os casos da Taça Brasil e do Robertão/Taça de Prata –, tenham o mesmo peso das atuais e deem aos seus vencedores o mesmo status dos campeões posteriores. Afinal de contas, sem esses pioneiros o futebol não teria evoluído.

Não há qualquer relação entre a importância de uma competição esportiva e sua forma de disputa. Há campeonatos de pontos corridos de baixíssimo nível técnico, que despertam pouco interesse, enquanto há outros disputados em jogos eliminatórios, popularmente chamados “mata-mata”, que são verdadeiros espetáculos e atraem audiências enormes. Na verdade, as principais competições do futebol adotam o sistema de jogos eliminatórios, a saber: Copa do Mundo, Eurocopa, Copa América, Liga dos Campeões da Europa, Libertadores da América, Mundial de Clubes da Fifa...

É importante ressaltar isso porque alguns críticos da Taça Brasil dizem que ela não poderia ser considerada um campeonato nacional porque era jogada no sistema “mata-mata”. Ora, uma coisa não tem nada a ver com a outra. A Taça Brasil adotou o melhor e mais viável sistema para a época.

Não se pode esquecer que a Taça Brasil foi iniciada no final dos anos 1950, em que nem se pensava em ter patrocínio nas camisas dos clubes, as tevês não pagavam direitos de imagem e as placas de publicidade nos estádios rendiam muito pouco. Os clubes viviam das arrecadações, mas mesmo estas não eram tão significativas, já que os ingressos eram bem mais baratos do que hoje.

A CBD era uma entidade de tão poucos recursos que, por absoluta falta de verba, o presidente João Havelange não acompanhou a Seleção à Copa da Suécia, em 1958. Assim, nada mais natural do que, ao idealizar a primeira competição nacional oficial, no ano seguinte, Havelange pensasse em uma fórmula justa, mas ao mesmo tempo economicamente viável.

É verdade que em 1959 alguns países europeus já faziam seus campeonatos nacionais em dois turnos e pontos corridos, mas não há termo de comparação entre as dimensões dos países europeus com o Brasil. Não se pode esquecer que toda a Europa, com exceção da Rússia, cabe no Brasil. É oportuno lembrar, ainda, que os estados brasileiros, em média, são maiores do que os países da Europa, o que faz com que nossos campeonatos estaduais equivalham-se, em logística, aos campeonatos nacionais europeus.

Não havia a mínima possibilidade econômica de que no final dos anos 50 o Brasil tivesse uma competição em turno e returno reunindo clubes de todos os cantos do País. Justamente pela fala de verbas é que a única competição de clubes realizada até ali era o Torneio Rio-São Paulo, viabilizado pela pouca distância entre as duas cidades que contavam com a maior quantidade dos times mais representativos do País.

A solução encontrada pela CBD para uma competição nacional foi torná-la seletiva, apenas com os campeões estaduais; estabelecer jogos eliminatórios em melhor-de-três partidas; dividir o País em duas chaves – Norte-Nordeste e Centro-Sul – e promover a entrada dos campeões de São Paulo e Rio de Janeiro, os centros reconhecidamente mais fortes do futebol nacional, a partir das semifinais.

Dentro das circunstâncias, foi uma decisão democrática e justa, pois não fechava a possibilidade de um time de um centro menor competir pelo título da Taça Brasil e assim conquistar a vaga para representar o País na Libertadores. Não havia divisões, e um campeão estadual do Piauí, por exemplo, poderia ir galgando fase por fase até defrontar-se com os times mais poderosos e afamados do País.

Nada menos do que 16 Estados participaram da primeira edição da Taça, em 1959. Número que foi crescendo gradativamente até que a partir de 1964 todas as unidades da Federação fossem representadas, com exceção de Mato Grosso. Isso dava a muito mais equipes a possibilidade de se chegar ao título nacional do que hoje, por exemplo (o Campeonato Brasileiro de 2009, assim como o de 2008, terá equipes de apenas nove Estados: Bahia, Goiás, Santa Catarina, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo).

Em 1959 os 16 times e Estados participantes foram: CSA (Alagoas), Bahia (Bahia), Ceará (Ceará), Rio Branco (Espírito Santo), Vasco (Guanabara – Estado que oficialmente existiu de 1960 a 1975 e ocupava a área do atual município do Rio de Janeiro), Ferroviário (Maranhão), Atlético (Minas Gerais), Tuna Luso (Pará), Auto Esporte (Paraíba), Atlético (Paraná), Sport (Pernambuco), Manufatura (Rio de Janeiro), ABC (Rio Grande do Norte), Grêmio (Rio Grande do Sul), Hercílio Luz (Santa Catarina) e Santos (São Paulo).

Em suas dez edições, a Taça Brasil teve no mínimo 16 participantes (1959) e no máximo 22 (1964, 65 e 66), com uma média de 20,3 times por competição. Suas regras, claras e bem definidas, jamais foram contestadas. Os participantes não dependiam de convite, sorteio ou qualquer tipo de apadrinhamento para conseguir um lugar na competição. O mérito era unicamente esportivo, pois dependia do título estadual. A obediência ao regulamento era absoluta. Nenhum título ficou sub judice e nunca houve problemas com acesso ou rebaixamento, já que, como já foi dito, a vaga para a Taça Brasil era obtida através do título estadual.

A fórmula, ao mesmo tempo que enxuta, dava a todos os times brasileiros que participavam nas divisões principais de seus Estados, cerca de 200, a oportunidade de alcançar o título nacional. Houve, sem dúvida, uma representatividade bem maior do que nos dias atuais. E tanto foi democrática, que a primeira Taça Brasil não foi erguida por times paulistas ou cariocas, de maior projeção na época, mas por uma equipe do Nordeste, que depois de eliminar CSA, Ceará e Sport, passou pelos poderosos Vasco e Santos em séries melhor-de-três.

O fato de os times de Rio de Janeiro e São Paulo entrarem apenas nas semifinais da competição, e de equipes de Minas Gerais e Rio Grande do Sul também entrarem adiantadas na chave era aceito e justificado pelo maior desenvolvimento do futebol nesses centros. Isso é o que em outras modalidades se chama handicap e é uma forma tão legítima de se elaborar a chave de uma competição, que a Fifa a utiliza no seu Campeonato Mundial de Clubes disputado no Japão.

Desde 2005 o Mundial de Clubes da Fifa segue o seguinte formato: os campeões da Concacaf, Ásia, África e Oceania entram nas quartas-de-final, enquanto o campeão europeu (Liga dos Campeões) e o sul-americano (Taça Libertadores da América) iniciam a competição já nas semifinais.

Assim, para se conseguir o título mais almejado do planeta, um participante do Mundial de Clubes da Fifa terá de fazer, no máximo, três partidas. Na verdade, porém, isso nunca aconteceu, pois as equipes sul-americanas ou européias sempre vencem, o que reduz o número de jogos que um time tenha realizado para vencer a competição em apenas dois.

Já foi ainda mais rápido, pois por 24 anos, de 1980 a 2004, o título foi decidido em apenas uma partida, jogada em campo neutro, no Japão. Isso nunca tirou, entretanto, a importância do evento. Ao contrário. Os times que o venceram costumam destacar a conquista em seus sites oficiais, em letras garrafais no alto de seus estádios e até inserindo estrelas sobre o seu distintivo. Ou seja, uma única partida, de acordo com a importância do evento e dos contendores, pode, sim, valer muito mais do que uma competição longa, com uma infinidade de equipes.

É oportuno lembrar que outros esportes têm fórmulas mais sintéticas para definir seus campeões. No tênis, por exemplo, a Taça Davis, sua competição por equipes mais importante, o campeão de um ano tinha o direito de, na temporada seguinte, entrar apenas no confronto final. Os outros países jogavam entre si e saía um finalista que jogava pelo título com o campeão do ano anterior. Essa fórmula foi utilizada anualmente de 1900 a 1971 (a competição não se realizou apenas durante as duas Guerras Mundiais).

Qualidade X Quantidade

No caso da Taça Brasil, havia uma irrefutável justificativa técnica e histórica para que os campeões carioca e paulista entrassem apenas nas semifinais. Assim como o futebol de América do Sul e Europa dividem entre si todos os 18 títulos de Copa do Mundo já realizados, havia uma hegemonia inquestionável de São Paulo e Rio de Janeiro quando a Taça Brasil foi instituída.

Sem competições nacionais interclubes que servissem de referência, um dos parâmetros mais importantes era o Campeonato Brasileiro de Seleções, que, como o nome diz, vinha a ser disputado entre seleções de cada Estado da Federação. Jogada pela primeira vez em 1923 e mantida, com algumas interrupções, até 1956, a competição tinha sido realizada 24 vezes até 1959, data do início da Taça Brasil, e até ali apresentava o saldo de 13 vitórias cariocas, 10 paulistas e uma da Bahia, em 1934.

Além disso, fatores econômicos e sociais faziam das cidades de Rio de Janeiro e São Paulo os dois maiores pólos de atração do País. Seus clubes de futebol eram os mais ricos, os mais divulgados pela mídia, conseqüentemente os de maior prestígio e apelo popular, e aqueles para os quais normalmente se dirigiam os melhores atletas surgidos em outras regiões da nação. Até 1966 as Seleções Brasileiras se resumiam a convocar jogadores em atividade nessas duas cidades, e até 1959 o único torneio interestadual disputado regularmente – e com grande repercussão – era o Rio-São Paulo, realizado anualmente desde 1950.

De qualquer forma, o sistema da Taça Brasil não impedia equipes de outros centros de chegar ao título, já que reservava aos demais clubes brasileiros no mínimo 50% das vagas nas semifinais da competição – mesma medida, como já foi dito, que a Fifa adota em seu Mundial de Clubes.

Como se adotava o confronto direto em melhor-de-três partidas, o número mínimo de jogos que um clube teria de fazer para chegar ao título era quatro. Pode parecer pouco, mas, além da comparação já feita com o Mundial Interclubes, que em 50% de suas edições foi decidido em apenas um jogo, é interessante lembrar mesmo em Copas do Mundo entre Seleções, o título de futebol mais cobiçado do planeta, o campeão das quatro primeiras edições (1930/34/38/50) só realizou quatro partidas.

Na média de todas as 18 Copas do Mundo realizadas o campeão jogou 5,66 partidas. Em dez edições de Taça Brasil o campeão disputou 5,9 jogos. Portanto, se nas competições mais importantes, aquelas que encabeçam o currículo de todo clube ou seleção nacional, não se precisou jogar uma infinidade de vezes, por que esse critério deve ser relevante para se avaliar a importância de um evento?

Em São Paulo há uma Copa de futebol amador que leva o nome de uma cerveja. No ano passado participaram 208 times, divididos em 52 grupos de quatro times cada um. Jogaram-se 639 jogos para se definir o campeão. Não importa o nome do vencedor, mas fica a pergunta: será que ele, após processo seletivo tão exaustivo, teria adquirido qualidade suficiente para enfrentar Milan ou Boca Juniors, que chegaram à final do Mundial da Fifa com apenas uma partida?

A prova de que o processo de seleção da Taça Brasil era eficiente é que nos oito anos em que seus campeões representaram o País na Taça Libertadores (em 1966 e 69 o Brasil não participou), estes conseguiram dois títulos e dois vice-campeonatos, com 50% de participação em finais da competição sul-americana, índice que só seria superado nos anos 90.

Nos anos de Taça Brasil, o Santos sagrou-se bicampeão da Libertadores em 1962/63 e o Palmeiras foi vice-campeão em 1961 e 68. Nos anos 70, os clubes brasileiros conseguiram apenas um título (Cruzeiro, em 1976) e dois vices (São Paulo, em 1974, e Cruzeiro, em 1977). E nos anos 80, em dez competições, Flamengo (1981) e Grêmio (1983) foram campeões e o Grêmio foi vice em 1984. Portanto, o rendimento dos representantes brasileiros saídos da Taça Brasil foi superior.

Vê-se, portanto, que além de oficial, justa e única forma viável de se organizar uma competição nacional na época em que foi criada, a Taça Brasil adotou uma fórmula de competição democrática e universal, que conseguiu o seu objetivo de eleger um digno campeão brasileiro e classificá-lo para as disputas da Taça Libertadores da América com ótimas condições de bem representar o nosso futebol.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Mais um pouco de história e homenagens

Uma vez fui com um xará meu, num boteco chamado boleiros. Esse meu xará, que na época era namorado de uma das minhas melhores amigas, é santista roxo também e foi ele quem deu a idéia de irmos lá, quando ele soube que só torcedores do Santos estariam no lugar para ver o jogo Peixe pela Libertadores de 2008 contra San José, em Altitude Boliviana. O Santos perdeu esse jogo, mas ainda sim, ir a esse bar foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida de santista.

O esquema para ir no bar era se inscrever no site santistaroxo.com.br e a reserva seria feita. Chegando lá, apresentei meu documento e a mocinha me falou que os lugares já estavam marcados. Na hora pensei que só não queria ficar longe de uma TV. Mas para minha surpresa, aliás, feliz surpresa eu estava alocado em uma mesa onde só tinha gente que conhece só tudo do Peixe. Só notáveis mesmo! Entre eles, os mais conhecidos entre os não santistas, estavam Odir Cunha e Torero. E eu pago muito pau para o que os dois escrevem, principalmente o Odir, que escreveu obras belíssimas sobre o Glorioso Alvinegro Praiano.

E toda vez que o Odir fala, eu particularmente paro para ouvir. Então, vai o texto dele sobre o nonagésimo sétimo aniversário do Peixe. Ótimo texto, ótimas lembranças!
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O Santos nasceu predestinado
por Odir Cunha

O 97º aniversário do Santos Futebol Clube é uma data propícia para lembrar as origens desse time que encantou o mundo. Um time que, poucos sabem, já nasceu predestinado um dos maiores de todos os tempos.

Segunda-feira passada, no programa Estádio 97, gostei de ouvir do amigo e grande historiador do futebol Celso Unzelte, que escrever comigo o livro “O Grande Jogo” lhe ensinou coisas sobre o Santos pré-Pelé que ele não conhecia.

Se Celso Unzelte não conhecia, imagine, então, o jornalista e o torcedor comuns… Nada ou quase nada sabem sobre as origens do Santos. Daí tanta desinformação desencontrada e tanto desrespeito com a história do time antes da chegada do Rei Pelé.

Não, não vou falar do lendário ataque dos 100 gols de 1927, quando o Santos foi considerado pela imprensa da Capital, então o Rio de Janeiro, o melhor time do País.

Falarei das origens mesmo, do dia da fundação e dos bravos rapazes que estavam presentes no salão nobre do Clube Concórdia, na noite de sábado, 14 de abril de 1912.

Raimundo Marques, Argemiro de Souza e Mário Ferraz organizaram a reunião e fizeram os convites para a fundação de um “clube de futebol”. Praticantes e adeptos do novo esporte tomavam todos os lugares do salão.

Nomes diversos foram sugeridos, entre eles África, Concórdia e Brasil, mas um antepassado meu, Antônio de Araújo Cunha, acabou agradando a todos ao propor que o clube tivesse o nome da cidade.

Muito bem. Até ai todos conhecem e repetem a história. O detalhe é que entre os presentes, que responderam à chamada e assinaram a ata, estavam simplesmente dois heróis da primeira conquista importante do futebol brasileiro: o Sul-americano de 1919, conquistado no Estádio das Laranjeiras, o maior do País à época.

Como a chamada foi feia por ordem alfabética, o primeiro a dizer “presente” foi Adolfo Millon Junior, ponta-direita rápido e driblador, que se destacou no Sul-americano e marcou um dos gols da vitória de 3 a 1 sobre a Argentina.

Ainda seguindo a ordem de chamada, o décimo-segundo nome anunciado foi o de Arnaldo Silveira, que viria a ser não só o ponta-esquerda titular dos primeiros cinco anos da Seleção Brasileira (de 1914 a 1919), como, por sua personalidade marcante e seu elevado senso de responsabilidade, o capitão do Brasil.

Quantos clubes por esse mundo afora tiveram a fortuna de ter, entre seus fundadores, dois jovens que seriam titulares da Seleção Nacional e conquistariam o título mais relevante do futebol de seu país?

Adolfo Millon Jr. e Arnaldo Silveira foram muito importantes nos primórdios do Santos. Além de ajudarem a consolidar o time como o melhor da cidade, construíram vitórias importantes contra os times da Capital.

No primeiro clássico paulista, por exemplo, jogado dia 22 de junho, um domingo à tarde, no Parque Antárctica, cada um marcou dois gols na goleada histórica de 6 a 3 sobre o Corinthians.

No Sul-americano de 1919, além dos dois, o Santos tinha mais um jogador convocado: o meia-direita Haroldo Domingues, que marcou um gol na goleada de 6 a 0 sobre o Chile. Arnaldo, Millon e Haroldo fizeram do Santos o time com mais jogadores convocados para aquela primeira vitoriosa Seleção Brasileira.

De lá para cá, o futebol evoluiu, os métodos de treinamento físico e técnico se aprimoraram, a mídia transformou o esporte em uma paixão nacional, mas o Santos continuou cumprindo sua predestinação, como no princípio. Na conquista mais importante da Seleção Brasileira - a Taça Jules Rimet, obtida com os títulos das Copas de 1958, 1962 e 1970 - adivinha que time cedeu mais jogadores para o Escrete?

97 anos já se passaram, mas a motivação e a confiança daqueles jovens que criaram o Santos Futebol Clube continua viva. O time, cuja história se confunde com a do futebol brasileiro, prossegue rompendo seus limites.