terça-feira, 31 de março de 2009

Só para ir acostumando


O Neymar todo mundo conhece, mas o menino aí ao lado dele ainda é pouco falado. É Jean Carlos Chera, outra promessa da Vila, chegou com 9 anos ao clube.

Os dois estão aí disputando um partida de Pro Evolution Soccer (o antigo Winning Eleven), mas o que o torcedor do Peixe está esperando mesmo é ver os dois disputando juntos partidas pelo Santástico em 2012, no ano do centenário. Fazer o que? É uma fábrica de talentos precoces. Aliás, deixo para Odir Cunha falar sobre essa benção que o Santos possui. Texto para ir já esquentando para abril, tem aniversário chegando!

Odir Cunha é grande torcedor do Peixe e escreveu alguns livros e vários textos sobre nosso querido time.
____________________________________

A fábrica de talentos precoces

Quando Neymar entrou em campo, em substituição a Molina, o jogo contra o Oeste estava encalacrado, sem sair do zero. O Pacaembu, mais uma vez abarrotado de santistas, respirava ofegante à espera do gol. O que um garoto estreante de pernas finas e 17 anos poderia fazer diante da boa defesa do Oeste, com seus zagueiros tarimbados, fortes e decididos?

A resposta não tardou. Em sua primeira jogada, como se fosse a coisa mais natural do mundo, Neymar driblou seu marcador e, mesmo sem ângulo, chutou de curva, encobrindo o goleiro e fazendo a bola ricochetear no travessão e na trave. A partir dali o dique da defesa do rubro-negro de Itápolis estava rachado e tanto nele se bateu que Roni furou a retranca, para depois o incansável Madson sacramentar a vitória. Neymar não marcou, mas foi sua presença que desequilibrou o jogo.

Muitos se perguntaram: como pôde um garoto jogar com tamanha tranqüilidade em meio a tantos profissionais experimentados e num estádio com mais de 23 mil torcedores?

A verdade é que aos 17 anos, um mês e uma semana, Neymar da Silva Santos Júnior, nascido em Mogi das Cruzes em 5 de fevereiro de 1992, há muitos anos vem sendo preparado, com carinho, para o profissionalismo. E há um outro detalhe fundamental: ele está em um clube no qual talentos precoces são tão comuns que já não causam nenhum espanto.

Araken, o primeiro
Não se sabe bem quando essa propriedade foi incorporada ao DNA do Santos, mas provavelmente tenha sido em 1924, quando José Caetano Munhoz assumiu a direção de futebol do clube e resolveu renovar a equipe. Ousado, ele promoveu o jovem Araken Patusca (foto), 16 anos, ao time principal.

Filho de Sizino Patusca, primeiro presidente do Santos, Araken tinha 17 anos, dois meses e 20 dias quando marcou o primeiro dos 177 gols que faria com a camisa santista - no dia 7 de outubro de 1923, na vitória de 3 a 1 sobre a Associação Atlética das Palmeiras.

Emprestado ao Paulistano para a primeira excursão de um time brasileiro à Europa, em 1925; artilheiro do Campeonato Paulista de 1927, com 31 gols (ano em que o ataque do Santos chegou à inédita marca de 100 gols no Estadual); único paulista a participar da Copa de 1930 e campeão paulista pelo Santos em 1935, Araken - falecido em 1990 - é considerado um dos melhores atacantes da história do futebol brasileiro.

Ainda mais jovens do que Neymar
Essa tradição do Santos de revelar talentos com menos de 18 anos faz Neymar parecer menos jovem, quando comparado a outros já surgidos no time de Vila Belmiro. Afinal de contas, ele é três meses mais velho do que Jonas Eduardo América, o Edu, quando este se tornou o jogador mais jovem a participar de uma Copa do Mundo, a da Inglaterra, em 1966.

Nascido em Jaú em 6 de agosto de 1949, o ponta-esquerda Edu tinha 16 anos, sete meses e três semanas quando estreou no Santos contra o Bangu, pelo Rio-São Paulo, no Pacaembu, em 13 de junho de 1966. Com atuação deslumbrante, fez dois gols da goleada por 4 a 0 e garantiu uma vaga entre os que foram para a Copa, iniciada um mês depois.

Ainda no mesmo Pacaembu, o centroavante Antonio Wilson Honório, o Coutinho, o mais perfeito parceiro de Pelé - nascido em Piracicaba, em 11 de junho de 1943 -, marcou dois gols na vitória de 3 a 0 sobre o Vasco que deu ao Santos o título do Rio-São Paulo. Data: 17 de maio de 1959. Idade de Coutinho: 15 anos, 11 meses e seis dias.

Isso mesmo. Coutinho nem tinha 16 anos quando foi o artilheiro da final do Rio-São Paulo, o torneio brasileiro mais importante disputado em 1959 (a I Taça Brasil só terminou em março de 1960). Descoberto aos 14 anos pelo técnico Luis Alonso Peres, o Lula, em uma preliminar de um jogo do Santos em Piracicaba, Coutinho era tão menino que precisava de autorização do Juizado de Menores para atuar em jogos noturnos pelo Santos.

Dessa forma, mesmo que tivesse feito um gol contra o Oeste, Neymar estaria longe de ter alcançado qualquer primazia no Santos. Não bastassem Edu e Coutinho, um outro garoto, nascido em Três Corações em 23 de outubro de 1940, já tinha marcado 49 gols pelo Santos e dois pela Seleção Brasileira antes de comemorar seu 17º aniversário. Seu nome? Edson Arantes do Nascimento.

Com a mesma idade de 17 anos, outro notável meia-atacante santista foi campeão brasileiro marcando 10 gols no campeonato. Diego Ribas da Cunha, nascido em Ribeirão Preto em 28 de fevereiro de 1985, estreou na Vila Belmiro, contra o Botafogo, em 10 de agosto de 2002 e quatro meses e 15 dias depois estava comemorando o título brasileiro.

Também aos 17 anos Clodoaldo Tavares Santana herdou a camisa 5 do bicampeão mundial José Ely de Miranda, o Zito, em 1966. Quatro anos depois, aos 20 anos, consagrou-se como titular da Seleção campeão do mundo na Copa do México.

Se formos falar dos craques que o Santos revelou aos 18 anos, teremos de lembrar Robinho, Joel Camargo, Lima; com 19, Del Vecchio, Pepe, Pita; com 20, Pagão, Sormani, Toninho Guerreiro... Mas para não prolongar indefinidamente este artigo, é melhor parar nos 17, a idade de Neymar, o último talento da fábrica santista, mais uma prova de que craque não tem idade.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Baile em Quito

Para mim, Equador sempre foi uma seleção fraca. Um time com o qual o Brasil joga sabendo que vai atropelar. No máximo empatar, pois quando joga lá no Equador, na altitude, algumas dificuldades podem surgir. É bem verdade que por eliminatórias para Copa do Mundo, eu nunca vi o Brasil vencer lá, já vi até perder, mas eu nunca vi o time ser tão chamado para dançar.

A humilhação testemunhada ontem em Quito só não foi maior porque Júlio César e a falta de pontaria e de sorte do time equatoriano colaboraram. Porque senão o título dessa postagem não seria baile, e sim massacre em Quito. Em 90 minutos de bola, se o time do Brasil viu 10 minutos da pelota foi muito. A ausência de padrão tático e da vontade de jogar bola eram de irritar qualquer um que gosta de futebol e que sabe do potencial da seleção pentacampeã mundial.

No primeiro tempo, o Brasil quase não tocou na bola. Quando conseguia tomar a bola do time do Equador, era chutão ou perdia errando o passe. E como teve passe errado. Ronaldinho Gaúcho andando em campo, o ataque não voltava para ajudar a defesa, o Elano totalmente perdido em campo, aliás, perdido fiquei tentando saber o que o Dunga queria colocando-o para jogar na mesma faixa do lateral-direito. Quem é Felipe Melo, alguém pode me dizer? Gilberto Silva está mais aposentado que o Fofônemo. O que salvou mais ou menos foi o sistema defensivo, porque o Lúcio deu umas falhadas feias, não cortou o cruzamento no lance do gol equatoriano, não ganhou várias divididas. O Marcelo na lateral-esquerda até que foi bem, mas como não tinha quase nunca cobertura, dançou tanto ao ritmo que o Guérron (ponta direita campeão da Libertadores 2008 pela LDU) impunha a ele, que deu até dó. Maicon se machucou logo no início e o Daniel Alves, que entrou em seu lugar, só tomava bola nas costas. O que salvou mesmo foi o Luisão, que jogou muito e o Júlio César que fez defesas de goleiro que sabe se posicionar muito bem. O placar moral do primeiro tempo só era uns 4 a 0 para o Equador.

No segundo tempo a mesma coisa. O time do Equador joga muito na base do esforço, marca em bloco e sai para o ataque. O Brasil não conseguia trocar muitos passes, ninguém se apresentava e logo quem estava com a bola cedia-a novamente a seleção equatoriana. Se o camisa 11 do Equador fosse um pouquinho melhor, o tal de Benítez, era uma sacolada. Só ele jogou para fora umas duas ou três chances em que ele se encontrava sozinho na área. Aí o Dunga resolveu mudar o time, tirou o Elano para colocar o Josué! Fiquei 'impressionado' com tanta inteligência, pois o Elano estava mal, porém em questão de passe o Brasil só faria piorar. Depois tirou o Ronaldinho Gaúcho para colocar o Júlio Batista, e o Brasil ficou com um meio campo de chorar: Gilberto Silva, Felipe Melo, Josué e Julio Batista, é muito pouco para uma seleção brasileira. E vou além, se é para em algum momento do jogo só ter no meio de campo volantes, ficou ainda mais inexplicável as não convocações de Hernanes e Ramires, que são volantes de origem e possuem bom toque de bola, por isso estão jogando mais em posições mais avançadas em seus times, Dunga, sua anta!

Mas só de tirar o peso morto do Ronaldinho Gaúcho (que não está jogando nem no Milan, lá é ele é banco e eu não entendo esse cara na seleção) foi o suficiente para que o Brasil criasse mais uma chance de gol e marcasse. Júlio Batista viu Robinho livre, tocou e passou, o ex-jogador do Santos devolveu a bola com açúcar para Júlio Batista chutar forte. Gol e 1 a 0 Brasil. Realmente, futebol é um esporte filho da puta. Pois o Brasil estava naquele momento vencendo uma partida onde merecia ser goleado. Mas a justiça foi quase feita, no final da partida, em cruzamento da direita o ataque dao Equador cabeceia a gol e mesmo com Júlio César fazendo grande defesa, no rebote o time da casa fez o seu gol. 1 a 1 placar final. O Brasil perdeu a chance de se consolidar na segunda colocação das eliminatórias e encostar no líder Paraguai (caramba! que mundo é esse em que o Brasil tem a chance de encostar no líder Paraguai em eliminatórias! pára tudo que eu vou descer!).

Mas mesmo não perdendo, a sensação de derrota para o torcedor brasileiro é enorme. Eu não lembro de ver o Brasil tão submisso a uma outra seleção. Foi um chocolate na bola, um baile, dançou bonito, não viu o Equador em campo. Se alguém mais desavisado ligasse a TV na partida durante o jogo, iria fatalmente pensar que o time de amarelo era o Brasil, pois estava infernal o ataque dos caras. Uma vergonha que tem explicação: Dunga, ou melhor, CBF, ou melhor ainda, Ricardo Teixeira. Enquanto nossa seleção for vista apenas como balcão de negociação de jogadores (pois só isso explica esse tal de Felipe Melo na convocação) e como um produto de marketing, onde certos jogadores obrigatoriamente são convocados, teremos que nos acostumar a não ver os melhores jogadores vestindo a amarelinha.


Brawn de ponta a ponta

Ano passado eu não consegui, mas estou disposto a ver se esse ano consigo acompanhar melhor a Fórmula 1. Apesar de ter acompanhado não de forma como gostaria, torci muito para o Hamilton ser o campeão. E não fui Brasil dessa vez mesmo, acho que o piloto inglês corre muito, vai para cima e não tem medo de ninguém. Diferentemente dos pilotos tupiniquins, que sempre sofrem na mão da escuderia vermelha. Olha, eu dei risada mesmo da cara de todo mundo comemorando a vitória do Massa e pseudo-título, enquanto o Hamilton foi lá na última curva e tomou o que lhe era de direito.

Mas o F-1 é outra esse ano. Com a crise mundial, foram muitos os cortes em patrocínios à categoria. Só que essa crise fez um bem danado a quem gosta de ver pegas nas pistas. Com regras que diminuem potência, que impedem testes durante a temporada, que diminui gasto com motores, foi possível nivelar novamente todas as equipes. E algo que era impossível de se imaginar até o ano passado, hoje, não é que pode ser possível, é uma realidade. Uma equipe recém-formada faz dobradinha no pódio na primeira corrida do ano, em Melbourne, na Austrália.

Quebras? Sim, teve sim. Acidentes? Também tivemos. Mas ainda sim, essa equipe já tinha feito, no treino de classificação para o grid, os dois melhores tempos. A Brawn GP é uma grata surpresa? Grata sim, surpresa não. A escuderia que leva o nome de seu dono, Ross Brawn, também carrega todo conhecimento que este engenheiro inglês possui sobre esses carros supervelozes! Brawn começou na F-1 em 76, como mecânico da Willians. Depois fez muito sucesso sendo diretor técnico nas equipes onde Schumacher correu. Com Brawn no comando, o alemão foi bicampeão na antiga Benetton (atual Renault) e pentacampeão pela Ferrari.

Ambicioso, Brawn resolveu investir pesado e em marca própria. Pegou a Honda, que abandonou a F-1 devido a crise financeira, e trabalhou duro na construção desse novo carro. Com menos tempo de treinamento que as outras escuderias, a Brawn GP lançou moda com o difusor. Um peça que parece uma aerofólio que vai atrás, na parte debaixo do carro (foto). A peça permite maior estabilidade do carro e já está gerando o maior chororô. Ferrari e Renault foram as equipes que mais gritaram contra a novidade do time de Ross Brawn, que joga todo de branco, lembrando certa camisa que ficou famosa pelo mundo por seu branco.

Apesar dos protestos, Willians e Toyota também entraram na moda do difusor e FIA nada declarou a respeito, mas não considera a peça ilegal e só no dia 14 vai haver um declaração oficial da entidade. E com difusor mesmo, o banho que a Brawn GP deu em seus concorrentes, principalmente nas grande equipes, foi demais. Button e Rubinho fizeram a dobradinha no grid e no pódio. Button de ponta a ponta ganhou a corrida sem ser incomodado em nenhum momento. Rubinho depois de largar muito mal e se envolver em acidentes, fez boa corrida de recuperação e ainda se beneficiou de um acidente entre Vettel e Kubica no finalzinho da prova.

Outro destaque para corrida tem que ir ao atual campeão mundial. Eu sou fã mesmo do Hamilton e o moleque é para lá de abusado. Largou em 18º e ainda beliscou o pódio em terceiro lugar (na verdade, ele chegou em quarto, mas Trulli da Toyota foi punido e caiu para 12ª posição, pois fez ultrapassagem com safety car na pista). O jovem piloto inglês disse que deve o bom rendimento a outra novidade da F-1, o Kers (Sistema de Recuperação de Energia Cinética). Essa geringonça utiliza a energia dos freios das rodas traseira para ser uma espécie de turbo. Nem todas as equipes conseguiram desenvolver a peça, a Brawn é um delas, e alega o não desenvolvimento a falta de recursos financeiros.

O cenário onde uma equipe iniciante vence sua primeira prova na F-1, era impossível até o ano passado. Hoje já é uma realidade. E parece que não será nuvem passageira, a equipe parece que irá brigar por título e deve dominar cenário ainda nas próximas corridas.A única coisa que não muda mesmo na F-1 é o Rubinho fazendo papel secundário nas equipes. hehehehehehehehe...

Complicou!

O time foi mantido, contudo o futebol foi bem abaixo. O Santos de Mancini jogou da mesma forma que se apresentou contra o Santo André, mas infelizmente o mesmo futebol não foi visto.

Há explicação? Para mim, tem sim. O time ainda está em formação e oscilações são mais que normais. Ainda sim, o Santos teve um gol injustamente anulado o que mudaria o rumo da partida. Mas mais algumas coisas precisam ser observadas. A diretoria do Santos precisa vender urgentemente o Kléber Pereira. Não está mais a fim de jogo. Ele não apareceu, não sei se é só esquema tático do Mancini que vem pouco favorecendo o seu futebol. O fato é que ele não existe em campo e não dá para contar para nada. O Roni é ruim demais, perdeu um gol incrível no segundo tempo, sozinho na área deu uma de zagueiro - coisa bizarra -, mas ainda sim apareceu para o jogo, coisa que o atual camisa 9 não faz, nem por decreto.

Ainda aguardo por maiores chances ao jovem André, que com certeza será o novo dono da camisa 9, e pela recuperação do Maikon Leite. Quando este último estiver recuperado, acredito que o Santos fará frente aos grandes ataques nacionais.

Agora é força total contra a Lusa. Com o empate o Santos se complicou bastante na classificação. Precisa dos 6 pontos restantes que ainda disputa e saldo de gol para não depender de combinação de resultados para se classificar às finais.



Nota: eu queria mesmo que o Santos desclassificasse para poder se preparar para o Brasileirão. Ainda sim, que seja desclassificado na bola. Fora o gol anulado contra o Barueiri, o Peixe foi prejudicado em mais dois outros lances nessas duas últimas rodadas: o gol do Fabrício Mão-boba Carvalho na rodada 16 e o pênalti para a Portuguesa contra o Marília, que ainda resultou na expulsão de um jogador do MAC, quando o time do interior estava melhor no jogo. Sei que a Lusa sempre é a mais prejudicada, mas nem por isso agora deve ser a mais ajudada.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Como pode?

De fato, instruídos os árbitros são e são bem treinados, pois para ver um lance desse só sendo muito bom!



Agora, se são treinados para ver lances como esse acima, como é que lances como o do Fabrício Carvalho, eles não conseguem ver?

É só jogar simples

Mas a gente poderia estar tão mais feliz hoje. Hoje era para ser uma quinta com sorriso de orelha a orelha. Estaria lá o Santástico dividindo a segunda posição com o São Paulo e deixando o Corinthians com a bomba de dividir a última vaga para classificação com a Portuguesa. Mas não, tio Mancini quis inventar logo no clássico. Tudo bem, vai. O cara está com crédito. Mas espero que, mais que o Madson tenha convencido nosso técnico que é uma peça importante para o esquema de jogo, Mancini tenha entendido que nada mais ousado que o básico, que o jogo simples e que o esquema que já vem sendo usado e conseguindo vitórias.

O Santos passou o carro no Santo André de Marcelinho, o carioca, e segue firme na briga para classificar à finais do Paulistão. De diferente do time que perdeu o clássico, o time veio a campo com Madson no Lugar de Roni e de Paulo Henrique no lugar de Lúcio Flávio (que não merece nem sentar no banco). O importante: a volta de Madson, que vem sendo o motor do time, e a promoção do PH, que é já mostrou que é muito bom de bola. De resto foi Fábio Costa; Luizinho (eu ainda acho que ali na direita vai melhor o Pará, Fabão, Eller e Triguinho; Brum e Souto (que mostraram que devem continuar como a dupla de volantes titular, mesmo o Germano vindo bem); Madson e PH; Neymar e KP (o Roni é ruim, mas pelo menos se movimenta, está merecendo a vaga).

No início da partida o Peixe até tomou um susto em cabeceio depois de falta cobrada pelo Carioca, o marcelinho. Mas depois quem deu a bola foi o Santos. PH distribuindo jogo, Neymar e Madson driblando e abrindo espaços na defesa do Santos André. E nessas, Neymar (aquele que o Rei Pelé disse que poderá ser melhor que ele) veio cortando da esquerda e rolou para um lindo chute do Gigante Madson! Um golaço! Pela pintura da jogada e pela tirambada que o Neneca nem viu passar.

O Santos dominava, e como era noite reconciliação com a torcida (a Vila estava cheia!), um jogador em especial precisava mostrar serviço. PH driblou da direita, achou KP livrinho na área, que trabalhou de pivô e rolou para um belo chute de Triguinho, que desencantou com a camisa do Peixe. O lateral ainda não caiu nas graças da torcida e o Léo voltando é titular absoluto, mas foi bom para ganhar uma moral e mais confiança.

Dois a zero no primeiro tempo, tinha que fazer mais um no segundo só para sacramentar a vitória. E Madson, o incansável, fez belíssima jogada pela direita, foi ao fundo e cruzou para Neymar que, com frieza dos bons jogadores, só colocou no cantinho e foi para galera dando soco no ar! Que maravilha!

O Santos foi a 30 pontos, mas não entrou no G4. Mas com o empate da Lusa ontem, esse um ponto pode cair daqui duas rodadas, quando na Vila, às quinze paras as quatro da tarde de uma quinta (que horário é esse Federação???), as equipes duelaram pela última vaga para as finais.

Vitória da simplicidade!!!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Robinho indignado

Na última semana, Rei Pelé participou de um evento turístico fechado à imprensa e falou sobre muita coisa. Falou inclusive do novo menino do Santos, o Neymar. Acha que o menino é diferenciado e com grande potencial. Contudo, também acha que todo esse oba-oba pode ser muito prejudicial à carreira do novato.

E falando em carreira, Pelé deu declarações que deixaram todos surpresos. Quando o Rei começou a falar do problema com drogas no futebol, citou o caso mais famoso, o de Dom Diego Armando Maradona, craque argentino, conhecido também por seu vício nas carreirinhas de pó. Mas os nomes citados não pararam por aí, Pelé falou que Ronaldo e Robinho também tiveram problemas com o vício.

Dizem que Pelé não quis citar os dois como usuários de drogas, mas sim como jogadores que se envolveram recentemente em confusões (o caso dos travecos do Gordo e o caso do estupro do Rei das Pedaladas). Robinho ficou indignado com a nota e disse que quer um retratação pública do maior jogador de todos os tempos. Mas porque será que o craque do Manchester piratão ficou tão revoltado?

O Pelé é um cara bem informado e, em Santos, existem histórias de que Robinho teria se envolvido com drogas em sua adolescência. Eu não ouvi de uma só boca essas histórias e ouvi de pessoas que gostam do Robinho. Dizem que muitas vezes o Marcelo Teixeira teve que ir a delegacias aliviar a barra da então promessa santista. Depois do título de 2002, Robinho fez inclusive um vídeo publicitário contra as drogas.

Torço muito por Robinho, por tudo que ele fez pelo futebol e pelo Santos (acho até que ele poderia fazer mais). Mas não vejo muito motivo para que ele fique levantando essa questão. Talvez devesse fazer igual ao Ronaldo, o Fofônemo não se pronunciou, deixou para lá.

Baixei o áudio da fala do Pelé do blog do Quartarollo e vou deixar aqui também a transcrição que o jornalista da Pan fez deste trecho da entrevista do Rei. Não dá para falar que Pelé não falou o que falou pelo menos.


Me pediram para não citar nomes, mas eu vou citar. O Maradona foi um exemplo negativo. Ele foi um excelente jogador e infelizmente vejam o que aconteceu com ele. A maioria dos jornalistas fala em droga no futebol, mas na verdade são poucos os casos. Há milhões de jogadores em todo mundo. É injusto se falar droga no futebol só por causa de um ou dois casos, como o que aconteceu com Ronaldo, com o Robinho que teve esse problema. Por isso falei que o Kaká é um exemplo e além dele tem outros como Platini, Beckenbauer e muitos outros. Tem muita gente boa e é injusto pegar só um caso isolado

terça-feira, 24 de março de 2009

Win or wall

Também hoje, a FIA oficializou que manterá a forma de decidir o campeão por pontos. Bernie Ecclestone tentou vender a 'genial' idéia de que o campeão fosse aquele que conseguisse mais primeiros lugares e não mais pontos. Entendo a idéia do chefão da F-1. Em tempos de crise, fica difícil vender as corridas, principalmente as que estão no meio da temporada, já que elas não decidem muita coisa.

Com a medida sugerida por Ecclestone, toda corrida seria uma decisão e isso seria muito bom para o espetáculo, já que os pilotos teriam que correr sempre para vencer. Mas eu acho que isso é muito perigoso. Isso favoreceria pilotos que tem como lema "win or wall" e poderíamos ter uma temporada com muitos acidentes. Até porque os carros sofreram grandes modificações, muitas coisas foram mudadas até pela crise financeira mundial.

Enfim, achei seguro que isso não mudasse desse jeito, no entanto, deveria ter mudado a pontuação. A vitória precisa ser valorizada de qualquer maneira, talvez aumentando a diferença de para 3 pontos do primeiro para o segundo colocado.

Estou aguardando ansiosamente os treinos da F-1, em Melbourne, e a própria corrida para ver no que deu essas alterações nos carros! E será que o Rubinho vai ser campeão? Fez bons tempos na temporada de testes. Já pensou se no último ano de F-1 ele fosse campeão? Bom, seria o último ano, está dizendo alguma coisa sobre ele.

O mínimo é oficializar

Hoje, no salão nobre do Palestra Itália, teve o primeiro encontro para se elaborar o DOSSIÊ DE UNIFICAÇÃO DOS TITULOS BRASILEIROS A PARTIR DE 1959. Estou torcendo para que isso ocorra, pois é o mínimo. Da forma que os títulos são contados hoje, Pelé não foi campeão brasileiro! Veja só que beleza!!! A CBF é sempre um orgulho mesmo.

Ainda sobre a confusão no domingo

Já que o jogo foi fraquíssimo, uma vez que o Santos foi muito mal escalado e o Corinthians é só isso mesmo, as notícias só ficam girando mesmo em torno do caso da briga no estádio e o mau comportamento de nosso presidente.

Eu tinha dito no post sobre o assunto de torcidas que ninguém tinha se pronunciado sobre o caso do MT. Ontem indo para casa, ouvi no Estádio 97 o Benjamin Back dar uma depoimento dizendo que viu o Marcelo Teixeira fazer toda essa balbúrdia, ele citou também o depoimento de Dan Stulbach para a ESPN Brasil (o Cristian postou esse link no comentário da postagem anterior, eu puxei o vídeo para o Youtube e postei no final do texto).

Os dois corinthianos que viram o MT fazer o que fez são pessoas que merecem muito crédito. Contudo, eu ainda tenho minhas ressalvas. Os dois falam que o presidente abriu a janela no fim da partida, do nada, para ficar tirando sarro dos rivais, o que é inexplicável uma vez que nosso time perdeu. Depois ficou jogando coisas e tentando quebrar o vidro para atingir os corinthianos. Olha, eu não gosto do Marcelo Teixeira nenhum pouco, mas fica difícil crer nessa história desse jeito. E o que é mais estranho é ninguém ter filmado isso e dizer que estavam todos olhando apenas para a confusão na arquibancada é bobagem, uma vez que tem câmera para ficar filmando até os quero-queros que sobrevoam o campo.

Outra coisa que vai contra a torcida corinthiana é o fato dela ter tentado agredir Victor Birner, da rádio CBN. O próprio Benjamin confirmou a história, disse ele que a torcida também achou que ele tinha arremessado um copo d'água. Dizem ainda que foi feita uma confusão, pois o camarote do MT estava bem em cima da cabine da CBN, então, o mandatário santista é que teria arrumado a confusão para o pessoal da rádio. Mas isso é mentira, uma vez que as imagens mostravam a torcida batendo boca na cabine da CBN, quando o MT já estava passando no meio da torcida do Santos.

Enfim, vejo uma história mal contada de um monte de parte. Cada um querendo acusar o outro e não vejo ninguém com razão. Levantaram a possibilidade de punir o Santos, mas é bobagem, já que não fomos nós quem organizou essa bagunça. E nisso o MT tem razão, a desgraça era anunciada. Que o Corinthians quisesse dar só 5% dos ingressos para a torcida do Santos, mas nunca poderia ter a tirado do Tobogã, pois lá ela ficava isolada, sem problemas. Mas o time de Parque São Jorge queria lucrar e não queria ocupar com apenas 2 mil torcedores o Tobogã. Então, esse time que arque com alguma conseqüência, se houver alguma e eu acredito que não haverá.

Para finalizar, coloco a entrevista do Dan, do Marcelo e uma nota da diretoria do Peixe.




Nota oficial da diretoria do Santos

A diretoria do Santos Futebol Clube lamenta muitíssimo os acontecimentos de domingo, no Pacaembu. Em uma tarde que tinha tudo para ser de festa, pois marcava a realização de um dos clássicos mais tradicionais do futebol brasileiro, fomos obrigados a ver e viver momentos de violência e pavor.

Analisar isoladamente os fatos de ontem é distorcer a realidade e enxergar apenas o que convém. A verdade é que o clima opressivo para os santistas se iniciou com a decisão de se ceder apenas 6,9% dos ingressos aos nossos torcedores, confinando-os a uma área exígua do Pacaembu, bem menor do que a do tobogã, local sempre destinado à torcida visitante quando Santos e Corinthians se enfrentam ali.

A pressão continuou durante a semana, alimentada pelo técnico Mano Menezes, que "exigiu" que a arbitragem coibisse qualquer violência contra o jogador Ronaldo. Era evidente que o propósito não era esse, pois o Santos não usa e nunca usou do artifício de machucar ou intimidar jogadores adversários, por mais talentosos que fossem. O objetivo era desviar a atenção das anunciadas entradas maldosas e agressões ao jovem Neymar, como ficou claro logo no início do jogo, quando Cristian desferiu um tapa no rosto de jovem atacante santista sem que ao menos fosse advertido.

A sensação de ser um estrangeiro em seu próprio País, no próprio estádio que é a casa do Santos em São Paulo continuou, dentro e fora do campo.

O árbitro Rodrigo Martins Cintra demonstrou, desde o início, dois pesos e duas medidas em suas medidas disciplinares - dando um rigorosíssimo cartão amarelo ao goleiro Fábio Costa por reclamação, mas ao mesmo tempo permitindo que o jogador Dentinho catimbasse, encenasse agressões e "apitasse" o jogo o tempo todo - nas palavras do próprio comentarista de arbitragem da Rede Globo.

Nas tribunas, instalados em uma cabine em meio à grande massa de torcedores corintianos, nosso presidente e diretores passaram toda a partida como alvos fáceis para xingamentos, provocações e hostilidades. Quem já passou por tal situação sabe a insegurança e o terror que ela provoca, pois o risco de agressão física é iminente.

Infelizmente, não temos, como na Europa, o educado hábito de ver os presidentes dos clubes rivais assistindo à partida lado a lado, em uma demonstração de tolerância e paz que acabaria passando para os torcedores e diminuindo as probabilidades de situações como a de ontem. No Pacaembu, ficamos isolados diante de uma massa de inimigos raivosos.

Quando estourou a discussão entre as torcidas, divididas pelas grades, o policiamento esqueceu a imensa maioria de corintianos e partiu para cima dos dois mil santistas que já se apertavam em um espaço pequeno. Ao recuar, muitos foram empurrados, pisados e caíram. Pais, irmãos, filhos, amigos se viram em situação dramática, lutando pela vida em uma tarde que deveria, repetimos, ser de festa. Outros, ao invés de recuar, se revoltaram e reagiram.

Deixamos claro que a diretoria do Santos condena qualquer reação à ação policial, mesmo sabendo que nossos policiais não são os mais bem preparados para lidar com situações de conflito. São a lei e devem ser respeitados.

Para evitar uma catástrofe, nosso presidente assumiu todo o risco e saiu da cabine em direção à torcida santista, conseguindo, com sua atitude enérgica, acabar com as inúteis demonstrações de violência.

No campo, interpelado reiterada e grosseiramente pelo técnico do Corinthians, o árbitro Rodrigo Martins Cintra não só não o puniu, como voltou atrás em uma marcação de lateral ao perceber que ele poderia provocar uma última chance de empate ao Santos, e ainda permitiu que o adversário colocasse rapidamente a bola em jogo, pegando de surpresa a defesa santista.

Enfim, um teatro de horrores, uma tarde de pesadelos, assim se pode definir o evento de domingo no Pacaembu, em que o Santos e os santistas se sentiram jogando em um país não adversário, mas inimigo. Que os fatos sejam devidamente apurados, que as penas caiam sobre as pessoas e entidades responsáveis e que não se façam das vítimas os réus.


Diretoria do Santos Futebol Clube


NOTA 1: Com razão penso que está só o Torero. Essa coisa de 10%, 5% para visitante vem dando 100% errado. (Corinthians e Palmeiras dividiram estádio em Presidente Prudente e nada de ocorrências no estádio)

NOTA 2: O Dan poderia mostrar a mesma indignação que sentiu pelos atos do Marcelo pelas atitudes que ele viu de sua própria torcida, que comemorava o fato da PM encurralar a torcida do Santos.

NOTA 3: Para que não falem que a diretoria do Santos está chorando o último lance, a regra 15 do futebol, que fala sobre o arremesso lateral, fala que o arremesso será invertido caso o cobrador fira alguma das regras na hora da cobrança, como retardar o reinício da partida. Claro que isso cai na parte da interpretação, contudo, uma vez que ele deixou o lateral para o Santos e apitou uma falta para o Santos, ele não deveria voltar atrás e dar o lateral de volta ao Corinthians, ou ainda que fizesse isso, teria que ter a sensibilidade de ver que o Santos estava todo no ataque, inclusive com seu goleiro. Uma vergonha!!! Aliás, ele me lembrou muito esse gandula aqui do final do vídeo.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Só para alegrar o sofrido 'day after'

Se o Capitão Nascimento estivesse no Santos...

Ele falaria bem assim:

(tapa na cara)
- Lúcio Flávio, tira essa camisa 10, você é moleque!
(tapa na cara)


Suma da Vila, Mané!

Forçando uma situação

Se alguém puder me ajudar, por favor. Tirando os confrontos vistos ontem, no clássico Santos e Corinthians, e no dia 15/02/2009, no também clássico São Paulo e Corinthians, gostaria que alguém aqui lembrasse de brigas dentro do estádio. Veja bem, não estou falando de fora do estádio, mas dentro do estádio de futebol a muito tempo não se via briga entre torcedores.

Coincidência ou não, as brigas aconteceram justamente nos dois jogos onde a polêmica girou em torno da quantidade de ingressos cedida ao time visitante. O São Paulo disponibilizou apenas 10% dos ingressos a venda naquele domingo de fevereiro. Eu até entendo o que o São Paulo tem seus compromissos comerciais e por isso não poderia disponibilizar mais que isso. Mas não custava notificar a diretoria corinthiana. Justificou a diretoria tricolor que esse era a cota que lei permitia disponibilizar. A confusão neste jogo ocorreu durante a saída da torcida do time de Parque São Jorge, uma bomba, que até hoje ninguém sabe de onde veio ou se ela existiu mesmo, teria sido jogada para cima dos policiais que resolveram reprimir sentando o cacetete em todo mundo e fazendo com que todos voltassem à arquibancada. Pisoteio, muita gente machucada!

O Ministério Público interveio dizendo que a violência no estádio só aumenta, mesmo diminuindo a cota de torcedor visitante, que se 10% ainda tinha confusão, então, o número teria que ser diminuído para 5%. E foi praticamente isso que aconteceu, quebrando com a tradição e visando apenas o lucro, o Corinthians em tom de revide cedeu 6% dos ingressos para a torcida para o clássico de ontem, no Pacaembu. Pior que isso, tirou a torcida do Santos do Tobogã e a colocou perto da torcida dos torcedores rivais. A bomba estava claramente armada. Após o fim da partida, as torcidas começaram a se xingar. Só que a PM para separar a briga, sentou o cacetete apenas na torcida do Santos, pois os torcedores do Corinthians que estavam arrumando confusão eram os das cadeiras numeradas (e não os do Tobogã como informa a Globoesporte.com, fica claro com o vídeo que o problema são com os torcedores das cadeiras, uma vez que a PM empurra todos para a parede que é muito mais próxima do Tobogã, quem conhece o estádio entende perfeitamente do que estou falando).

Estou querendo entender porque o pessoal da cadeira não foi reprimido também, uma vez que, além da confusão com a torcida do Santos, tentou agredir o presidente Marcelo Teixeira. Este ainda foi acusado de arremessar copos na torcida do Corinthians, coisa que ninguém viu, nem quer dar o nome para testemunhar. Fora que a ação da PM não se justifica, uma vez que eles separaram as duas torcidas, não precisava encurralar a torcida do Santos, que com os ânimos exaltados, não se deixaria facilmente empurrar.


Ontem, a tese que muitos têm de torcida úncia em clássico foi reforçada. E para mim, essas situações vem sendo forçadas para isso. A Secretaria de Segurança de São Paulo anda mal das pernas, teve depósito de arma roubado, o secretário foi acusado de receber propina e pediu demissão do cargo. A Secretaria parece que coleciona problemas e parece que a divisão da Capital está a fim de se livrar da bomba de ter que organizar clássicos. Clássico de torcida única diminuiria em muito o efetivo mando para jogos importantes. Ao invés de assumir a incompetência em gerir esse tipo de evento, prefere jogar a culpa na violência das torcidas organizadas.

Veja bem, eu não digo que nas TOs só tem bonzinho, gente de família, mas não é só bandido também. O Brasil não precisa de novas leis para combater violência no estádio, não precisa de carteirinha para cadastrar torcedores. O que o país precisa é aplicar direito a legislação vigente. Hoje uma briga no estádio é julgada como crime de richa, alguém pode me explicar isso. É só enquadrar os vagabundos como lesão corporal e acabou. Mas prefere-se inventar soluções mirabolantes ou acabar com uma das coisas mais legais que é um estádio divido em clássico para não se admitir a falência de um sistema.

domingo, 22 de março de 2009

Erros anunciados

Cai a invencibilidade do Peixe. Cai em um clássico jogado na casa do mandante (casa não tão do mandante, ela é nossa também, mas hoje a maioria era de torcedores rivais). E esse será o grande desafio de Mancini agora, não deixar essa primeira derrota fazer cair o projeto Santista.

Para alguns amigos já falei que se o Santos não classificar para as finais do Paulistão seria uma boa, uma vez que teríamos praticamente um mês de preparação para o Brasileirão. Seria tempo suficiente para deixar todo mundo em forma e para que Mancini deixe mais claro suas propostas de jogo para os atletas. Mas mesmo pensando que esse é um time em formação, que um time que vai precisar treinar mais até atingir o ideal, que é um grupo que está se entrosando, é muito ruim perder um clássico. E principalmente um clássico onde era perfeitamente possível sair com a vitória.

O mais antigo clássico paulista foi extremamente badalado. De um lado estava o veterano e pesado Ronaldo, do outro o promissor Neymar. Foi oba oba até não parar mais e vendeu-se muito bem o jogo. O Santos teve o palco perfeito para mostrar a ascensão em que se encontra. Porém, aquilo que eu temia na postagem em que comentei a vitória contra o Rio Branco aconteceu, Mancini resolveu inventar na hora que não devia. Quando escutei a escalação com Lúcio Flávio ao invés de Madson, eu já sabia que vencer o Peixe não iria mesmo.

Com a bizarra escalão de Fábio Costa, Luizinho (haja saco!), Fabão, Eller, Triguinho (o homem falha); Germano, Souto, Lúcio Flávio (não merece vestir o manto sagrado); Roni, Neymar e Kléber Pereira, o Santos novamente faz primeiro tempo mais que apagado. Afobado e errando muitos passes, o Peixe dessa vez não estava jogando com um time tão fraco e acabou tomando o gol. Gol de cabeça de Dentinho, numa falha incrível de Triguinho. Aliás, Triguinho deveria significar falha. Como é ruim esse lateral esquerdo!

O Santos que era pouco organizado para atacar, depois que tomou o gol, só fez crescer sua posse de bola, já que o Corinthians abdicou de jogar bola e quase não explorou contra-ataques (eita timinho medroso!!!). Eu esperava que para o início do segundo-tempo, o Mancini já arrumasse o time. O Madson faz falta demais ao Santos, é o motor do meio-campo, é sem dúvida nenhuma o melhor jogador que do Santos na temporada. Mas o pequeno gigante da Vila só entrou ao 13 do segundo tempo no lugar de Neymar. O jovem do jogador do Peixe tinha acabado de perder uma chance, mas era o que mais dava esperança ao torcedor, pelo menos de ver um empate. Não entendi até agora o que o Mancini queria.

Daí para frente não teve mais bola mesmo e o jogo terminou 1 a 0. O Santos fez o favor de dar moral para a gambasada que não ganhava um clássico desde 2007. Mas a vitória do Corinthians que não deixe seu torcedor todo pimpão, pois o time se mostrou medroso e retranqueiro.

Aí começa outras porcarias que já eram previstas de acontecer. A imprensa caiu matando já no Neymar e disse que o menino foi mal hoje. Me desculpa, mas tinham que ser todos mandados embora, pois o Neymar foi o jogador que mais criou para o Santos. No intervalo da Globo, quiseram fazer um comparativo Neymar vs. Ronaldo, e os caras já estava enchendo a bola do Bola, dizendo que o Redondo tinha sido mais efetivo que a promessa santista. Mas os números mostravam um lavada de Neymar, que possuía maior posse de bola, mais número de passes certo, maior número de dribles, faltas recebidas, uma lavada, uma lavada.

Não estou aqui dizendo que o Neymar arrebentou, deitou e rolou. Mas não dá para queimar o menino. Eu já não sou fã do Flávio Prado da Jovem Pan e agora ele conseguiu ainda mais minha antipatia. Esse senhor resolveu falar que o Santos disse que Neymar é o novo Pelé, eu gostaria que o senhor Flávio Prado mostrasse documentos, vídeos ou áudios onde mostrem isso aí que ele está falando. Ninguém do Santos falou tal absurdo. E eu muitas vezes venho falando aqui que Neymar é Neymar, com história própria e tomara que vitoriosa pelo Peixe. O moleque já tem sua história e quem conhece de bola já disse que o menino é promissor por demais e eu estou falando de caras do nível de Jairzinho, Edu, Pelé, Zito, Carlos Alberto Torres, essa gente que eu acredito que entendam mais da arte das quatro linhas do que eu e o invejoso Flávio Prado. Esse foi apenas o primeiro clássico do menino e ele ainda tem muito a evoluir. O próprio Neymar Pai disse que tem muito trabalho para manter o filho focado em jogar bola. E no jogo de hoje acho que ele foi bem comparando com os demais santistas, só que o time todo jogou mal. Se ele decidisse o jogo hoje, aí a imprensa o colocaria já até cotado para melhor do mundo. Então, é preciso ter calma com o garoto que apenas está começando sua história.

Mas ainda sim, queria que imprensa fosse mais efetiva e corajosa para cobrar o Mancini, o Kléber Pereira e o Lúcio Flávio pelo Santos e o Ronaldo pelo Corinthians. Aliás o Redondo nem viu a bola e ninguém fala mal dele, mas cobrar o menino de 17 ano parece ser justo para os caros amigos da imprensa.

Além do erro anunciado de Mancini em relação à escalação do time, do erro anunciado da imprensa em relação ao Neymar quando este tivesse uma atuação não tão decisiva, tivemos o a desgraça anuncia em relação a torcida do Santos, era óbvio que iria dar merda, mas isso é um assunto muito longo e deixarei para a próxima postagem.

sábado, 21 de março de 2009

SAN SÃO NA ITÁLIA


VIDA LONGA AOS NOIVOS!!!

Duas casas: Vila e Pacaembu

Qual time no mundo pode se dar ao luxo de falar que possui dois estádios, onde se sente em casa, em cidades diferentes? Pois é, meus amigos, é um feito raro. O Santos tem esse privilégio. Este ano a diretoria parece ter acordado e resolveu trazer o time para perto da maior parte de seus torcedores.

Aqui em Sampa, o número de torcedores do Peixe é superior ao número de habitantes da cidade de Santos. A principal organizada do time, Torcida Jovem, também fica aqui para cima da serra. Mandar jogos na Capital, que só fica a 100 km de distância de Santos, é uma maneira de prestigiar este torcedor que precisa pegar toda vez a Imigrantes quando quer ver um jogo.

E o público tem comparecido e feito grande festa. A média é de 18 mil pagantes. Foram 4 jogos aqui na Capital e 4 vitórias, o amistoso contra Portuguesa Santista e os jogos pelo Paulistão: Botafogo de Ribeirão Preto, Mogi e Oeste (este último resolveu transferir o jogo de Itápolis para a Capital, a fim de angariar uma maior renda com o público).

Apesar dos números animadores, o Santos não pode abdicar de jogar na Vila. Apesar do número de torcedores ser bem menor na casa da baixada, estamos invictos também lá. Fora que a pressão exercida na Vila, mesmo vazia, é impressionante. Outra questão, são os acordos comerciais que o Santos tem com patrocinadores, como a Visa que possui um setor diferenciado dentro do estádio.

Então, não pode haver um racha para ter jogos na Vila ou no Pacaembu, acho que o Santos pode fazer um saudável rodízio mandando um jogo a cada mês ou dois meses no Pacembu, ou ainda, a cada quatro jogos com mandante, um pelo menos no Pacaembu.


Alguns dados sobre maiores públicos no Brasil (e ainda dizem que o Santos não lota estádio.....)

29/05/83 155.523 Flamengo X Santos C.Brasileiro Maracanã
09/10/77 146.082 Corinthians X Ponte Preta C.Paulista Morumbi
14/11/63 132.728 Santos X Milan C.Intercont. Maracanã
15/08/78 123.318 Palmeiras X Santos C.Paulista Morumbi
16/11/80 122.209 São Paulo X Santos C.Paulista Morumbi
16/11/63 121.000 Santos X Milan C.Intercont. Maracanã
26/11/78 120.000 Corinthians X Santos C.Paulista Morumbi
29/05/77 117.676 Corinthians X Santos C.Paulista Morumbi
05/12/82 117.061 Corinthians X São Paulo C.Paulista Morumbi
20/03/77 116.881 Corinthians X Santos C.Paulista Morumbi
23/08/73 116.156 Santos X Portuguesa C.Paulista Morumbi

sexta-feira, 20 de março de 2009

E se a moda pega...


Jogador do FiGUEYrense é punido a jogar com vestidinho rosa por ter treinado mal. Se a moda pega, vai ter time aí com jogador errando passe a torto e a direito.


Falando sério agora, ridículo! Estou com o Luxa, não acho que isso acrescenta nada ao atleta, só é válido para todos tirarem sarro.

Gata do Paulistão

Como comentei sobre as Freak Leaders, sinto-me na obrigação de informar que o concurso de Gata do Paulistão já tem as finalistas de cada equipe e, pasmem, a Janaina corinthiana passou mesmo à final. Dá-lhe promessa ou aquela foto é uma enganação!

Mas estou escrevendo mesmo para exaltar a postura da diretoria do Peixe. O Santos parece que não manterá só no Paulista as meninas. No meio da semana, elas estavam em campo na Copa do Brasil e já possuem seu espaço no site do Peixe. Acho que vale por mais um campanha de marketing interessante, pois as meninas do Santos não se limitam apenas às apresentações nos intervalos do jogo. Fora que elas vão aos eventos do time e a outros contratados. Nos jogos, elas vão junto a Jovem e cantam todas as outras música e agitam legal. Não sei como são nas outras agremiações, mas, essa atitude das alvinegras de ir junto à torcida e ficar à disposição para eventos, eu achei bem legal. Só faria uma modificação na estrutura das apresentações das meninas durante as partidas, acrescentaria a participação do Baleinha e Baleião, pois senão ficam dividindo as atenções.


No concurso de Gata do Paulistão, vários votos, é claro, para a representante do Peixe, Naiara, porque é Santos, sempre Santos! Mas eu modificaria meu voto para outra agremiação se uma amiga minha resolvesse participar da Musa do Brasileirão. E já lanço já a idéia, Manu para Musa do Brasileirão do São Paulo ganha fácil, fácil o concurso!!!

Que ela atenda a este apelo! hehehehehehe



Com a devida permissão!!!! Manu para musa do Brasileirão já!

Continuando a jogar apenas no segundo tempo

O placar de 4 a 0 sobre o fraquíssimo Rio Branco demonstra claramente a diferença técnica entre o Peixe e o time do Acre. Contudo, não revela certa dificuldade que o Santos encontrou para sua classificação.

Mais uma vez o Santos teve apagadíssimo primeiro tempo. Inclusive permitiu chances claras para o gol do Rio Branco, que só não acabaram com bola na rede devido à mediocridade do ataque acreano.

Como disseram o pessoal da ESPN, o jogo começou às 23 horas e 4 minutos da quarta. Aí não teve para ninguém e o menino Neymar jogou demais. Abriu o placar em uma jogada onde ele acreditou em si, de bico, com vontade. Aberta porteira, alguns contratados deste ano debutaram nas redes da Vila. Lúcio Flávio ampliou chutando forte, após cruzamento de Pará. Germano fez o terceiro aproveitando rebote do pênalti desperdiçado por Kléber Pereira. E depois o próprio camisa 9, na ocasião camisa 100 (era o centésimo jogo do centroavante pelo Peixe), fechou o placar de cabeça, após belíssimo cruzamento de Neymar.

Festa à parte, algumas considerações. Não dá para jogar só um tempo, pois se for assim, vai ficar difícil no domingo contra o Corinthians. Outra coisa, Lúcio Flávio hoje é banco de Molina, Paulo Henrique ou Robson, não dá, foi a pior contratação do Santos e o gol que ele fez não alivia em nada minha opinião contra ele. Fora já! Por fim, Kléber Pereira, que esse gol que você fez no final tenha sido o sai urucubaca. No final do jogo, todo mundo passava a bola para o KP marcar o seu e ele perdeu um monte de gol, inclusive uma penalidade. Então, vamos acordar, né, rapaz! Dá para você entrar para história e passar o Chulapa como maior artilheiro do Santos depois da era Pelé.

No mais, é concentração total para domingo. O jogo não será fácil e espero que o Mancini não cometa erros que os antigos técnicos cometeram em clássicos passados. O Santos precisa manter o padrão tático, sem invenção, pois se inventar, aí vai morar o perigo. Se entrar com, Fábio Costa; Pará, Fabão, Eller e Triguinho (Brum ou Domingos); Germano, Rodrigo Souto, Madson, Paulo Henriques (Roni); Neymar e Kléber Pereira, acredito que o Santos faça ótimo jogo e com grandes chance de sair com ótima vitória. Ó... sem muro, nem médio, com esse time é 4 a 2 para nóis. Agora, se não for esse time, não garanto nada! hahahahahahahaha...

Vai para cima deles, Santos!

quarta-feira, 18 de março de 2009

A comemoração prometida

O Santos permanece invicto, porém não atingiu seu objetivo nesses últimos três jogos. Apesar de bater os fracos Oeste e Mogi, o Santos apenas empatou com o Paulista na quinta passada. No primeiro tempo chato e com o time da Vila vacilando, o Paulista sai vitorioso com um tento a zero.

O Santos voltou bem no segundo tempo, mas esbarrou no bom goleiro do time de Jundiaí. Pô... na defesa que ele fez no lance do Roni, pensei, cabô aí! A bola não entra nem por decreto! O Neymar veio para o segundo tempo e o jogo pegou fogo, mas estava difícil fazer o gol. Até que no fim Roni empata. Até o final, o Santos tentou o empate, mas sem sucesso.



Esse 1 a 1 não estava nos planos e colocou em risco a classificação do Peixe. A vitória contra o Mogi, no Pacaembu, no domingo foi a salvação, principalmente com a combinação de resultados (empate de 0 a 0 entre Corinthians e Santos André). O jogo do domingo foi emocionante para o torcedor santista, pois foi reencontrar um grande ídolo, Giovanni (um dos maiores ídolos do Santos, um dos melhores jogadores que eu já testemunhei, o meu primeiro ídolo mesmo no Peixe). A outra grande emoção foi ver Neymar entrando de titular com a camisa 7.

O primeiro tempo foi bem morno e o Mogi chegou apenas uma vez próximo a meta do Santos e sem nenhum perigo, mas foi com um passe do G10, eterno Messias! O Santos apesar de dominar as ações, não chegou nenhuma vez efetivamente. O segundo tempo foi diferente (aliás, precisamos melhorar isso, só estamos jogando o segundo tempo e isso não vai bem). O Santos começou a finalizar de forma mais determinada e disputar todas jogadas lá na frente até concluir em gol. Nessas Germano chutou cruzado e Paulo Henrique aproveitou para empurrar para as redes, o menino é indicação do Giggio!

Porteira aberta, Santos para cima e em cruzamento o 'gigante' Roni aproveitar para anotar o segundo do Peixe e seu quarto gol no campeonato. Com dois gols, o Santos poderia não esquentar mais e só esperar o final da partida. Mas faltava mais, faltava o toque final para a torcida do Peixe da Capital saísse em completa festa. E esse toque veio e veio de cabeça! O primeiro gol de Neymar com a camisa do Peixe e esperamos que o primeiro de muitos. Cruzamento de Roni e o moleque só estufou a rede. A torcida enlouqueceu, eu mesmo subi nas grades (e sem perigo de derrubar alambrado nenhum, pois não estou tão fora de forma assim... hehehehehe). A torcida do Santos dava até logo a um antigo craque e reverenciava a estrela que está surgindo.

Antes de concluir preciso fazer um desabafo. Falaram muita bobagem sobre o Neymar. Tanto para bem quanto para mal. Aliás, uma corja essa crônica esportiva. Neymar não é novo Robinho, nem Pelé. Neymar é Neymar, um menino de enorme talento, muita personalidade e com um grande futuro pela frente. A promessa que ele era quando chegou ao Santos com 12 anos começa a se concretizar. E ele será lembrado por ele e não deve ser comparado a outros ídolos. É difícil segurar a empolgação e não dizê-lo já um craque, mas deixemos o tempo dizer.

Outra coisa, mala é o cacete! Estão falando que foi a maior mala o soco no ar que ele deu quando fez seu primeiro gol. Então, reformulando, mala é o caralho. A inveja é uma merda. O menino fez isso a pedido do pai para homenagear o falecido avô que era fã do Rei do Futebol. O próprio Pelé se emocionou com a homenagem. Em um tempo em que os garotos saem comemorando dando beijos em alianças, coraçãozinhos e dancinhas mequetrefes, Neymar lembrou do pai quando fez seu primeiro gol, lembrou também de seu avô e reverenciou o maior ídolo do futebol, ídolo que foi fundamental para imortalizar aquele manto branco e sagrado. Neymar demonstrou total humildade e mostrou que é bem orientado por seu pai. Outra prova de humildade do menino, foi quando o repórter do SporTv tenta entrevistá-lo. Ao invés de se deslumbrar com a possibilidade de falar na televisão de seu primeiro gol, o menino saiu correndo para abraçar o Messias (e isso para quem estava no estádio é de quase levar às lágrimas). Então, menos aí bancada corintiana, sãopaulina e palmeirense da psedocrônica da bola.

Santos 3 a 0, passa a régua e fecha a conta. De volta ao G4, agora é vencer hoje o Rio Branco do Acre pela Copa do Brasil e se preparar para o jogo contra o Corinthians no domingo. E este clássico, o mais antigo clássico, (no recente Derby falaram que o confronto Palmeiras e Corinthians era o mais antigo dos jogos entre os grande Paulistas, mas isso não é verdade, pois o Santos é o segundo time mais velho e no ano de sua fundação já sentou o reio no time da Marginal; mas a gente entende esse desespero do Derby Romeu e Julieta que quer se intitular o maior) deverá ser especial.

segunda-feira, 9 de março de 2009

A estréia da promessa

Depois da polêmica de inversão de mando ou não, o Santos sem fazer força bate o Oeste de Itápolis por 2 a 1, em mais um show de público no Pacaembu. Aliás, números que só não são mais impressionantes, pois a diretoria vem metendo a mão na bilheteria do Peixe. Comentário rápido, contra o São Paulo, o MT deve ter enfiado 3 mil torcedores no rabo dele, pois no mínimo lá tinham 12 mil, não os 9 mil divulgados.

Outro comentário é sobre a questão do mando de campo. Vamos falar sobre alguns fatos bem recentes: em 2007, o Paulistão foi decidido com os 4 jogos das semi mais os 2 da final tudo em São Paulo. Nem Santos, nem São Caetano, nem Bragantino puderam exercer o direito de jogar em seus estádios, onde a pressão pega para o time visitante. E a final e um jogo da semi de cada lado foram jogados no Morumbi, lembrando que o São Paulo participava nas finais. Mas ali tudo bem, né? Bando de safados! Falaram que isso que Oeste e FPF fizeram é anti-ético. Para mim, anti-ético é não pagar salários e cada um sabe onde o calo aperta. Anti-ético é multar em 10% um jogador com o salário atrasado desde de dezembro, né, seu Marcio Braga? Anti-ético é não apurar fatos sobre uma denúncia de corrupção de arbitragem, aí vem com 90 dias de punição para o presidente da FPF, a federação em si sai ilesa e certa agremiação só não entra no campeonato de Top Leaders para dizer que está brigada com a Federação. Só podem achar que tem trouxa aqui para vir falar do que é do que não é anti-ético.

Mas enfim, tirando as polêmicas, o Santos venceu o Oeste após um primeiro tempo muito complicado. O Oeste equilibrou em ataques e teve chance de abrir o placar em dois lances muito bons. O Peixe responde com uma cabeçada de Molina em cruzamento de Madson e outro cruzamento de Germano que quase o Roni o Molina aproveitaram. O Santos complicou-se um pouco taticamente, Adaílton saiu aos 5 minutos machucado e o Germano foi para seu lugar. Mancini preferiu esperar o primeiro tempo terminar para colocar o time de vez em 4-4-2.

E no segundo tempo, aos gritos da torcida, Mancini chama Neymar, a grande promessa do futebol mundial, o menino de mais de 90 milhões de reais, o garoto que vem sendo tratado e lapidado pelo Santos desde que tinha 12 anos de idade. Neymar assinou nessa semana passada ser novo vínculo com o Peixe. Como 40% dos direitos do garoto pertenciam aos pais, o Santos junto ao DIS comprou essa parte dos direitos, já que o Wagner Dinheiro tentava convencer os responsáveis do garoto a vender essa percentagem a um clube inglês. Mas para sorte do futebol, o menino parece ser bem orientado e a família parecer ser bem sólida. Foi fechado o acordo e Neymar tem contrato até 2014 com o Peixe e uma multa de milionária!

A entrada de Neymar botou fogo na partida e logo de cara o menino meteu uma bola na trave levando ao delírio o torcedor santista. E o gol do Santos era questão de tempo, Roni abriu o placar após "tabelar" com um zagueiro do Oeste. Um belo gol e uma comemoração bastante exaltada. Espero ver aquela raça sempre. E depois Madson, o pequeno gigante da Vila, o melhor jogador do Santos na temporada, jogando muito, acertou um golaço, na gaveta, decretando a vitória do Santos.



O menino promessa deu show, deu drible, foi ovacionado e teve uma estréia impecável. Mancini disse que ele segue como opção, mas está na cara que logo será titular. E já imagino inclusive um ataque formado por ele, André (uma jovem promessa da base, muito bom atacante também) e Maikon Leite. Este último está se recuperando incrivelmente bem, após aquele lesão feia que ele sofreu contra o carniceiro Bruno, em jogo contra o Flamengo. O menino Maikon surpreendeu a todos a já voltar treinar fisicamente. Parabéns à galera do CEPRAF, ao Filé e a ele mesmo que acredita e vem trabalhando forte. Pena que o Robinho não veja isso e seguiu a imposição da CBF de se tratar com o Rosan.

Mais uma coisa, um repórter falou assim para o Neymar, que o raio caiu uma vez no Santos quando surgiu Pelé, depois falaram que o raio não caía duas vezes e surgiu a primeira geração de meninos da Vila e depois a segunda que surgiu Robinho; e acreditaram que não iria cair pela terceira vez e surgiu o Neymar. Aí o repórter perguntou se ele é o terceiro raio e ele disse que sim, que espera que sim. Aí vem repórteres carniceiros que já estão falando que o menino meteu uma mala por isso, mas quer o que dele? O menino só tem 17 anos e não vai torcer contra si. Outra pergunta imbecil está no vídeo acima onde o mané pergunta se vale 90 milhões o futebol dele. É cada uma...

Mas... Voltando ao jogo. O Santos dá vacilo e toma um gol irregular já nos acréssimos. Mas nada para apagar a festa linda que a torcida fez, a estréia irretocável de Neymar e mais uma vitória convincente deste renovado Santos. Então, vai pra cima deles!

Fala, Mancini!

Essa entrevista eu tirei do boletim do Santos e foi feita por Cosme Rímoli. Mancini abre o jogo, deixando o torcedor do Peixe muito confiante quanto a competência e o caráter do promissor técnico.

Por que você saiu do Grêmio no ano passado, sendo que venceu quatro jogos e empatou dois? Afinal, a campanha era ótima.

VM: Quer saber? Vou falar… Eu fui mandado embora porque não aceitei as ordens do ex-assessor de futebol do Grêmio, Paulo Pelaipe. Ele mandava em tudo e resolveu tentar escalar o meu time. Talvez pensando porque eu era novo na profissão quis dar palpites, ordens. Falei que não aceitaria interferência. Eu era o treinador e ponto final. Fui mandado embora por isso. As pessoas pensam que o futebol é moderno, mas ainda tem essas coisas: dirigentes querendo escalar times. Era melhor ele ter virado técnico. Não aceitei e não aceito interferência. O clube que me contrata confia em mim ou eu saio. Nunca falei antes porque achei a situação péssima. Mas é essa a verdade.

Por falar em verdade: você pediu a contratação de um goleiro para disputar a posição com o Fábio Costa?

VM: Pedi. Os goleiros que eu tenho para a reserva dele (Douglas, Vladimir, Rafael) são inexperientes comparados a ele. Eu já falei com o presidente Marcelo Teixeira e vamos buscar um goleiro vivido, a altura do Fábio Costa. Até para quando ele não puder jogar por contusão ou suspensão, o time não sentir tanto. Eu gosto do Fábio Costa, conversei com ele sobre o que eu espero e quero dele no clube. Ele é um líder e eu espero dele força, que trabalhe comigo para o bem do Santos. Também sei que ele tem a personalidade forte. Mas isso tem de reverter do lado positivo. A nossa conversa foi sincera, olho no olho. Confio nele. Mas vou buscar um outro goleiro. Vai ser bom para ele ter uma sombra. E principalmente para o Santos.

Como você vê o Madson no time?

VM: Ele é um jogador que bem colocado no meio de campo desequilibra. A sua movimentação constante abre espaço para ele e para os outros jogadores. Contra o São Paulo foi o meu principal atleta. O Madson tem um grande potencial para ser explorado. Ele é inteligente taticamente, rápido e objetivo com a bola nos pés. E também não desiste nunca. Isso anima, contagia o time.

Qual o estágio atual do Santos? O que trouxe de bom a vitória contra o São Paulo?

VM: O time do Santos está passando a acreditar mais nele. Isso é fundamental. O time é competitivo, tem potencial, força física. Estava precisando de uma vitória em um clássico para poder levantar a cabeça e encarar com mais personalidade os adversários. Ficar nove meses sem ganhar clássico tira a confiança de qualquer equipe. O Molina é um grande exemplo. Ele agora sente seguro para tentar uma jogada, um drible. É isso que eu quero. Estou satisfeito com o que estou vendo. De verdade.

Você falou que iria adotar a linha dura. A saída do Márcio Fernandes foi motivada pela grande amizade que tinha com os jogadores?

VM: Não sei disso. E nem quero falar sobre o que passou. Sei que as coisas agora estão em ordem. O treinador sou eu e as coisas estão indo como eu quero. Vim para o Santos para brigar por títulos, justificar o respeito que essa camisa merece no mundo todo. E farei o que tiver de ser feito para isso.

terça-feira, 3 de março de 2009

Freak Leaders

Podem até dizer que isso não é futebol brasileiro, que é coisa de americano, coisa e tal, mas eu achei o maior barato esse negócio das líderes de torcida do Paulistão. No jogo contra o Botinha, no domingo de carnaval, a apresentação das meninas dos Santos foi digna de aplausos. Uma das meninas arrancou e deu um salto fazendo acrobacias de ginástica artística para Daiane dos Santos nenhum botar defeito. Foi legal também porque as meninas sabiam as músicas da Jovem e dançavam ao ritmo de nossas cantorias. E isso de alguma forma é legal. Claro que a gente vê aqueles recém saídos do Carandiru na torcida chamando as minas para subir a arquibancada. Mas isso passar. (Ô Carandiru, sei que tu lê essa joça, por favor dá um tempo, né?!)

Paralelo ao campeonato de equipes das Top Leaders (nome dado pela FPF), haverá um concurso de beleza envolvendo as garotas de todas agremiações. Mas vou te falar, apesar de serem animadas, tem cada uma lá que não dá meia mulher bonita. Sendo assim, eu acho que deveria haver o campeonato das Freak Leaders e já coloco aí as favoritas ao título.

Pelo Barueri, Thamires sai na frente.

Já o Botinha não perde tempo e apresenta Fabiana.

O Braga vem mostrando toda experiência de Cinthia.

Sem deixar por menos, o Corinthians traz Janaina, que vem aparecendo entre as primeira na votação de mais gata. Deve estar pedindo voto em tudo que é lugar, não é possível.

O Ituano mostra sua grandeza com Ana Claudia.

O Guarani, que possui uma fortíssima candidata ao concurso principal, tenta levar os dois títulos com Tamiris.

A loiríssima Andressa traz as cores do Guará.

Ana, que se brincar tem o pé maior que o meu, vem com o azul do MAC.

Para representar o Mirassol, foi difícil a escolha, mas acredito que Iracele com seu olhar dúbio vence essa parada.

Aline é o broto_ _ _ _ _ _ do Mogi.

O Pokémon do Norusca é Kelly.

Com seu jeito sexy, Amanda vem para representar o Oeste de Itápolis.

O Verdão para não deixar o Timão sozinho também traz uma Janaina.

Jundiaí mostra toda sua graça com Aninha:

Priscila quer soltar a Macaca!

Gabriela mostra que a mulher portuguesa tem muito mais coisa que um bigode.

O Santo André também está cheio de fortíssima candidatas a Freak Leader, o destaque vai para Elisa.

O São Caetano é representado pela versão crescida de Sid Phillips do Toy Story, Ana Carla.

O Peixe também tem sua (des)graça, Bruna.

Por último, correndo por fora, mesmo sem fazer parte de uma equipe, pois o São Paulo não quis fazer parte do campeonato de Top Leaders, e mesmo sem ser mulher, Richarlyson vem mostrar o que o Morumbiba tem.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Santos de Mancini

O turbulento mês de fevereiro passou e uma nova era se estabelece no Santos! A era Mancini! Depois do último jogo comentado aqui, o Santos passou por momentos turbulentos: vitória pouco convincente contra o SCA, coro do Palmeiras e derrota salvadora contra o Marília. Isso mesmo, derrota salvadora! Pois se o Santos vencesse este jogo, Márcio Fernandes continuaria no cargo de técnico enganando mais um pouco. Eu defendi bastante o trabalho do Márcio, mas em suas últimas partidas ele tinha perdido as rédeas do elenco e não conseguia mudar a atitude do time, muito menos a maneira de jogar. Como bom treinador de categorias de base, ele era previsível nas substituições. Fora que é o maior medroso, traço que eu já havia constatado há mais de um ano, aqui neste mesmo blogue, quando comentei a eliminação do Peixinho na Copa SP do ano que não quis passar. No blogue nem cornetei muito o Márcio. Mas lembro bem deste jogo e eu falando para meu tio que a alteração que o pai do Rogério Ceni fez custaria a vitória ao Santos.

Mas o fato é que insustentável o clima ficou para Márcio Fernandes, ainda mais com briga entre Fabiano Eller e Fábio Costa. Os defensores se desentenderam e saíram no tapa durante o intervalo do jogo contra o Marília e foram corretamente suspensos pela diretoria santista e multados em seus salários. E aí um pesadelo para os torcedores do alvinegro praiano se iniciou. Nomes como Autuori, Renato Gaúcho, Estevam Soares foram cogitado. Se um deles viesse, aí a merda estava feita. Eu gostaria muito de ver o Dorival Júnior, que vem fazendo o possível com elenco do Vasco, mas era impossível o Santos tirá-lo do time da Colina. Mas ele nem foi cogitado lá pela baixada.

Para sorte de nós, seguidores do time de Vila Belmiro, o nome escolhido não fazia parte daquela lista negra. Vagner Mancini, jovem treinador, que levou o Paulista ao título da Copa do Brasil em 2005, passagem meteórica pelo Grêmio (foi mandado embora do time gaúcho porque o time tomava muito gol, apesar de fazer muitos outros; foi mando embora mesmo estando invicto) e ótima campanha ele vinha fazendo com o Vitória da Bahia.

Desde a saída de Fernandes, o Santos está invicto. O primeiro jogo sem o ex-técnico foi contra o Guarani, 3 a 1 e o time foi comandado por Chulapa, que permaneceu na Vila como auxiliar. Já sob o comando de Mancini, o Santos bateu por 2 a 1 o Rio Branco do Acre, em Acre. Mas até esse jogo, o novo técnico pouco tinha colocado de seu estilo de jogo.

Pois bem, dia 22 de fevereiro, domingão de carnaval, o Santos lotou o Pacaembu no jogo contra o Botinha. E eu estava lá. É ótimo ver o jogo em estádio, um porque a emoção é única, dois porque dá para ver a disposição tática do time. Mancini gosta do 4-5-1, jogando com dois volantes e liberando dois meias para jogar como pontas e permitindo grande apoio dos laterais. Mas isso não funcionou muito bem neste jogo. O Kléber Pereira ficou muito isolado. Mas pelo menos o Santos não sofreu grande pressão e acabou fazendo um gol com Fabão de falta. Aliás, o zagueiro vem jogando bem, contrariando minha expectativa, segundo o próprio defensor, essa nova fase é simultânea ao fim da era Voltarem. O jogador tomava o forte medicamento para agüentar o jogo. (no vídeo não dá para ver o gol, mas dá para sentir o clima do Pacaembu)



Depois desse jogo, o Santos pegou o Braga e tomou um susto. Jogou o primeiro tempo muito desorganizado no meio-campo e ainda perdeu Kléber Pereira aos 20 minutos do primeiro tempo. O Santos terminou a etapa inicial perdendo por 2 a 0. O filme do jogo contra o Marília voltou à cabeça. Mas Mancini arrumou o time para a segunda etapa e o Peixe empatou, por pouco não virou. O ponto positivo deste jogo foi a atitude. O time jogou com raça e foi para cima.

E ontem, e ontem, ah que maravilha. O Peixe volta a vencer um clássico, quase um ano sem vencer. O placar foi magro, mas com a falta de Kléber Pereira e sem ter um esquema tático bem definido para o ataque, o resultado foi muito bom. Fora que vencer um rival sempre é muito bom e botou no saco um monte de argumento sãopaulino quanto a jogos na Vila.




E agora a Globo.com tá com frescura de propaganda nos vídeos. Uma merda!